domingo, 1 de junho de 2014

Manu...

Manu procurou a chave em sua bolsa minúscula e abriu a porta. Já na entrada, largou a sandália de salto. Seus pés queimavam, mas, essa era uma das consequências de seu trabalho.
A bolsa ficou em cima de sua cama, então pegou a toalha e partiu para o banheiro. Tirou o vestido curto e a calcinha rendada. Despir-se dentro do banheiro era como um ritual, agia demoradamente, embora, suas roupas fossem sempre mínimas e mais mostrassem que escondessem seu corpo.
O momento de chegar em casa e tomar um banho, era um ritual de purificação. Poderia tomar dez banhos por noite, mas, nada se comparava a poder retirar sua roupa sem qualquer sensualidade ou pressa, com o único objetivo de tomar um banho e dormir.
Então, olhou-se no espelho e desmanchou o penteado. Foi retirando aos poucos os beliros que prendiam os fios.
Terminado esse primeiro momento. Abriu o chuveiro quente e colocou-se embaixo. A água lavava seu corpo, lavava sua alma, deixava seu rosto uma mistura de rímel, blush, corretivo, batom, sombra. Toda a maquiagem misturada e borrada, maquiagem essa que passara a noite inteira retocando. Ao chegar em casa, a jovem só queria retirar todos os resquícios da noite, dos homens.
Então, deixou-se ficar por uma hora embaixo daquela água. Seus pensamentos foram esvaziando. Quando se sentiu completamente leve. Desligou o chuveiro. Enxugou o corpo. Retirou o resto da maquiagem com o demaquilante na frente do espelho. Lavou o rosto mais uma vez. Vestiu-se com uma camisola. Ao sair daquele banheiro, deixara de ser Manu e tornara-se, apenas, Emanuelle.

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