Saindo da sala, Mel dirigia-se
para o estacionamento. No caminho, repassava seu trajeto do dia. Foi ao banco,
a academia e a biblioteca. Terminou o relatório e mandou flores de aniversário
para sua mãe. Passando por um dos corredores, encontrou um professor e tirou
uma dúvida.
Ainda
estava no meio do caminho quando seu celular tocou. Abriu a bolsa. Procurou o
aparelho rosa choque. Fechou. Olhou o painel, onde havia o símbolo de envelope.
Abriu sua caixa de mensagens e leu: “Você é muito inteligente e atraente.
Gostaria de conhecê-la melhor. Beijos, BR. P.S: Ignore essa mensagem se já
possuir um consorte.”
Guardou
o aparelho e pensou em como era uma jovem com sorte, realmente, estava
precisando de um romance em sua vida. Alguns minutos se passaram e seu celular
tocou novamente Outra mensagem: “Encontre-me na cantina.”
Mel
foi em direção ao local, todavia não querendo expor-se demais preferiu olhar
através da porta. A cantina estava lotada, era impossível descobrir a
identidade de seu admirador sem relevar-se. A jovem voltou para o seu trajeto
em direção ao estacionamento. Enquanto especulava quem era a pessoa misteriosa.
O celular tocou novamente. Mais uma mensagem: “Não vem? Quero ver seus belos
olhos de perto.”
Apesar
da curiosidade, ela continuou seu caminho, afinal se não era uma brincadeira,
ele a procuraria novamente. Então, voltou seus pensamentos sobre seu dia.
Finalmente, chegou ao estacionamento e estava dirigindo-se a seu carro, quando
viu o professor que encontrara no corredor. Ele estava mexendo no celular. Mel
estava abrindo a porta de seu carro. O professor guardou o celular. Outra
mensagem: “Nos vemos amanhã.”
Morta
de curiosidade e cansada do joguinho, ela colocou seu número confidencial e
ligou para o número extraído das mensagens. Surpreendentemente, o professor que
já estava saindo, parou o carro e atendeu o celular. Mel espantou-se com a
descoberta, principalmente, por saber que ele era casado. Então desligou o
celular, entrou no carro e foi embora.
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