sábado, 7 de junho de 2014

Estacionamento...



Saindo da sala, Mel dirigia-se para o estacionamento. No caminho, repassava seu trajeto do dia. Foi ao banco, a academia e a biblioteca. Terminou o relatório e mandou flores de aniversário para sua mãe. Passando por um dos corredores, encontrou um professor e tirou uma dúvida.
                   Ainda estava no meio do caminho quando seu celular tocou. Abriu a bolsa. Procurou o aparelho rosa choque. Fechou. Olhou o painel, onde havia o símbolo de envelope. Abriu sua caixa de mensagens e leu: “Você é muito inteligente e atraente. Gostaria de conhecê-la melhor. Beijos, BR. P.S: Ignore essa mensagem se já possuir um consorte.”
                   Guardou o aparelho e pensou em como era uma jovem com sorte, realmente, estava precisando de um romance em sua vida. Alguns minutos se passaram e seu celular tocou novamente Outra mensagem: “Encontre-me na cantina.”
                   Mel foi em direção ao local, todavia não querendo expor-se demais preferiu olhar através da porta. A cantina estava lotada, era impossível descobrir a identidade de seu admirador sem relevar-se. A jovem voltou para o seu trajeto em direção ao estacionamento. Enquanto especulava quem era a pessoa misteriosa. O celular tocou novamente. Mais uma mensagem: “Não vem? Quero ver seus belos olhos de perto.”
                   Apesar da curiosidade, ela continuou seu caminho, afinal se não era uma brincadeira, ele a procuraria novamente. Então, voltou seus pensamentos sobre seu dia. Finalmente, chegou ao estacionamento e estava dirigindo-se a seu carro, quando viu o professor que encontrara no corredor. Ele estava mexendo no celular. Mel estava abrindo a porta de seu carro. O professor guardou o celular. Outra mensagem: “Nos vemos amanhã.”
                   Morta de curiosidade e cansada do joguinho, ela colocou seu número confidencial e ligou para o número extraído das mensagens. Surpreendentemente, o professor que já estava saindo, parou o carro e atendeu o celular. Mel espantou-se com a descoberta, principalmente, por saber que ele era casado. Então desligou o celular, entrou no carro e foi embora.

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