Se existe defunto-autor, também, há de existir boneca-autora e não
autora-boneca. Antes de me apresentar e dizer meu nome, quero elocubrar
dois assuntos.
O primeiro é essa obsessão que as meninas tem de
querer flagrar o que as bonecas fazem quando estão sozinhas... então vou
revelar! Nós ficamos paradinhas e comportadas, esperando as nossas
queridas amiguinhas humanas voltarem, por um único motivo: dá um
trabalho desgraçado tentar voltar pra posição que elas nos colocaram
antes de sair e se não ficarmos iguais, pode ser que uma criancinha mais
observadora, descubra que nós nos mexemos e aí, adeus beleza das
bonecas, viraríamos aberrações...
O segundo e último é mais um
desabafo: Como é chato ser a boneca preferida e depois ser trocada pela
boneca nova! Aff, por isso, eu acho que as meninas só deveriam ganhar um
boneca que passaria de geração em geração... Pra exemplificar, vou
contar minha história...
Bem, meu nome é Paquita e sou uma
boneca-bebê... Fui dada de presente à minha amiguinha, Flávia. No início
foi tudo flores, nós não nos larguavamos, apenas, quando Flavinha ia
para a escola. Nunca entendi a raiva que a boneca preferida antiga, Sue,
tinha de mim, até o dia fatídico. Flávia ganhou outra boneca e me
abandonou. A nova boneca se tornou a preferida, minha amiguinha só me
pegava quando queria brincar de casinha e mesmo assim me emprestava à
sua vizinha, já que ela não soltava mais a boneca nova. Aos poucos, fui
ficando deprimida, quando ela ia pra escola, eu me escondia em algum
canto do quarto para não ser mais achada. Em um desses esconderijos, fui
encontrada pela filha de sua irmã mais velha, a menininha me deu um
super abraço e eu ficava me perguntando: "Porque ela tá sendo tão legal
comigo? Eu sou a boneca nova deixada de lado, não mereço ser amada por
mais nenhuma amiguinha... Me largue desse abraço forte! Não me dê
carinho! Quando você se cansar de mim, voltarei a ser rechaçada e não
sei se suportarei..." Foram momentos de tensão, eu me sentia sufocada
pelo afeto da menininha e confusa por estar sendo a preferida de novo,
na verdade, eu morria de medo de ser deixada de lado novamente.
Para
minha surpresa, Flavinha quando viu a sobrinha comigo não brigou e me
deu para aquela criancinha. Novo baque, mesmo não sendo a preferida,
pensei que ela ainda gostava de mim e mas, uma vez eu não entendia
porque aquela criança estava sendo tão legal comigo.
Quando eu resolvi curtir os momentos com a minha nova amiguinha, adivinha o que aconteceu? Ela ganhou uma nova boneca!
sábado, 31 de maio de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Carta para Margueritte I...
Cara Margueritte,
Ontem, acompanhei, durante 1 hora e 18 minutos, seus encontros com Germain e quero declarar que fiquei encantada. Como uma senhorinha de 95 anos, quase cega e cuja família é só o sobrinho e a esposa me deixou maravilhada? Não pense, Margueritte, que meu encantamento foi influenciado pela pessoa que me indicou. Admito que só acompanhei suas tardes pelo tal amigo.
Não sei se estou louca, mas, seus encontros me lembrou um pouco o próprio. Você trouxe a Germain, o carinho e o afeto que ele não recebia diretamente de sua mãe. As tardes, as leituras, os livros apresentaram a ele um outro mundo de tal forma que a pobre Anette pensou que estava sendo traída. E mesmo eu que gosto de ler e me disponho a cultivar o hábito da leitura, me vejo desafiada a ler novos tipos de livros e até ouvir outros tipos de música devido a ele que da mesma forma que me apresentou a você, me presenteia com livros e me passa músicas, sem perguntar se é o meu estilo ou se preocupar se eu já li, na verdade, tudo é novo, um novo mundo.
Mas, querida Margueritte, não foi sobre isso que vim conversar, outro dia, talvez conversemos mais. Eu vim dialogar sobre os encontros dessa vida.
Você e Germain se encontraram em uma praça e começaram a falar sobre pombos. Deixaram-se conhecer, abriram-se ao outro e criaram vínculos. O que aconteceria se você não tivesse interrompido a contagem do homem até o momento desconhecido? Vou revelar, você não teria conquistado um amigo. Um bom amigo, mesmo que algumas pessoas possam dizer que o sentimento que ele nutriu por você fosse uma transferência do amor materno que era necessário sufocar.
Nesse mundo, onde as pessoas voltaram-se para o celular e ouvem música com fone de ouvido nos transportes públicos, encontros desinteressados e completamente ao acaso são difíceis de ocorrer.
Caso Germain tivesse ouvido sua resposta e ignorado, não sentando ao seu lado, o que aconteceria? Vocês não teriam tido esse encontro de almas, ele não seria desafiado pelos livros, não aprenderia novas palavras, não teria dado asas à sua imaginação.Tudo o que seu professor através de uma metodologia retrógrada inibiu quando ele era criança, você proporcionou a ele na sua fase adulta.
Com a vida agitada contemporânea, não nos permitimos influenciar o outro, damos respostas prontas, passamos pela vida do outro sem deixar marcas, já que ele estava ocupado demais e não nos viu passar. Não temos profundidade nas relações, esquecemos como nos relacionar.
Acho que foi isso que achei bonito em vocês, Margueritte, vocês se permitiram, se permitiram conversar, se permitiram conhecer, se permitiram cativar. Eu classifiquei vocês como um encontro de almas, porque vocês estavam exatamente no parque naquele momento e não estou falando de estar presencialmente. Confesso, que muitas vezes, estive presente, mas, minha mente não estava, meu coração também não e aí não importa quem esteja ao nosso lado e se o assunto é o mais importante do mundo, aquilo "entrará por um ouvido e sairá pelo outro", porque se nem nossa mente ou coração estão naquele momento, o corpo torna-se algo inanimado, sem vida, mesmo que respirando e o que for vivido no máximo gerará um sentimento de dejavú no futuro, mas, não saberemos explicar nem o motivo.
Devo confessar, também, Margueritte, que de início pensei que o tempo dedicado a você seria perdido e muito longo, mas, quando terminou fiquei com o gostinho de quero mais. Gostaria de ter acompanhado mais encontros de vocês, ler junto com você e Germain muitos outros livros. Tenho que dizer, ainda, que a nossa tarde me fez lembrar um projeto que eu li: um curso de inglês proporciona que os alunos pratiquem a fluência da língua inglesa conversando com idosos em abrigos através da internet, porém, dependendo da profundidade dessas conversas uns mil encontros não chegarão a ser um milésimo do que o seu com Germain foi. Admito, existem pessoas na minha vida que eu converso a bastante tempo, temos momentos de compartilhar no pg da igreja e mesmo que eu converse por mais mil anos com as meninas de lá, elas nunca me conhecerão como algumas pessoas que conheço a menos tempo. Tem gente que tem o dom de arrumar brechas em armaduras e penetrar no seu ser e são essas criaturas que, verdadeiramente, nos cativam, como diria o Pequeno Príncipe (que eu não li, desculpe) e que se tornam responsáveis por nós.
Já estou acabando, prometo que ti escreverei mais vezes, mas, antes, gostaria de agradecer, Margueritte, por você com toda sua sutileza e simplicidade ter em tão pouco tempo preenchido uma tarde vazia e minha mente.
Obrigada, Margueritte e Germain (passe esse recado a ele, por favor), por terem ilustrado alguns encontros de alma que eu já tive e pretendo ter por aí.
Com afeto,
Ana.
Ontem, acompanhei, durante 1 hora e 18 minutos, seus encontros com Germain e quero declarar que fiquei encantada. Como uma senhorinha de 95 anos, quase cega e cuja família é só o sobrinho e a esposa me deixou maravilhada? Não pense, Margueritte, que meu encantamento foi influenciado pela pessoa que me indicou. Admito que só acompanhei suas tardes pelo tal amigo.
Não sei se estou louca, mas, seus encontros me lembrou um pouco o próprio. Você trouxe a Germain, o carinho e o afeto que ele não recebia diretamente de sua mãe. As tardes, as leituras, os livros apresentaram a ele um outro mundo de tal forma que a pobre Anette pensou que estava sendo traída. E mesmo eu que gosto de ler e me disponho a cultivar o hábito da leitura, me vejo desafiada a ler novos tipos de livros e até ouvir outros tipos de música devido a ele que da mesma forma que me apresentou a você, me presenteia com livros e me passa músicas, sem perguntar se é o meu estilo ou se preocupar se eu já li, na verdade, tudo é novo, um novo mundo.
Mas, querida Margueritte, não foi sobre isso que vim conversar, outro dia, talvez conversemos mais. Eu vim dialogar sobre os encontros dessa vida.
Você e Germain se encontraram em uma praça e começaram a falar sobre pombos. Deixaram-se conhecer, abriram-se ao outro e criaram vínculos. O que aconteceria se você não tivesse interrompido a contagem do homem até o momento desconhecido? Vou revelar, você não teria conquistado um amigo. Um bom amigo, mesmo que algumas pessoas possam dizer que o sentimento que ele nutriu por você fosse uma transferência do amor materno que era necessário sufocar.
Nesse mundo, onde as pessoas voltaram-se para o celular e ouvem música com fone de ouvido nos transportes públicos, encontros desinteressados e completamente ao acaso são difíceis de ocorrer.
Caso Germain tivesse ouvido sua resposta e ignorado, não sentando ao seu lado, o que aconteceria? Vocês não teriam tido esse encontro de almas, ele não seria desafiado pelos livros, não aprenderia novas palavras, não teria dado asas à sua imaginação.Tudo o que seu professor através de uma metodologia retrógrada inibiu quando ele era criança, você proporcionou a ele na sua fase adulta.
Com a vida agitada contemporânea, não nos permitimos influenciar o outro, damos respostas prontas, passamos pela vida do outro sem deixar marcas, já que ele estava ocupado demais e não nos viu passar. Não temos profundidade nas relações, esquecemos como nos relacionar.
Acho que foi isso que achei bonito em vocês, Margueritte, vocês se permitiram, se permitiram conversar, se permitiram conhecer, se permitiram cativar. Eu classifiquei vocês como um encontro de almas, porque vocês estavam exatamente no parque naquele momento e não estou falando de estar presencialmente. Confesso, que muitas vezes, estive presente, mas, minha mente não estava, meu coração também não e aí não importa quem esteja ao nosso lado e se o assunto é o mais importante do mundo, aquilo "entrará por um ouvido e sairá pelo outro", porque se nem nossa mente ou coração estão naquele momento, o corpo torna-se algo inanimado, sem vida, mesmo que respirando e o que for vivido no máximo gerará um sentimento de dejavú no futuro, mas, não saberemos explicar nem o motivo.
Devo confessar, também, Margueritte, que de início pensei que o tempo dedicado a você seria perdido e muito longo, mas, quando terminou fiquei com o gostinho de quero mais. Gostaria de ter acompanhado mais encontros de vocês, ler junto com você e Germain muitos outros livros. Tenho que dizer, ainda, que a nossa tarde me fez lembrar um projeto que eu li: um curso de inglês proporciona que os alunos pratiquem a fluência da língua inglesa conversando com idosos em abrigos através da internet, porém, dependendo da profundidade dessas conversas uns mil encontros não chegarão a ser um milésimo do que o seu com Germain foi. Admito, existem pessoas na minha vida que eu converso a bastante tempo, temos momentos de compartilhar no pg da igreja e mesmo que eu converse por mais mil anos com as meninas de lá, elas nunca me conhecerão como algumas pessoas que conheço a menos tempo. Tem gente que tem o dom de arrumar brechas em armaduras e penetrar no seu ser e são essas criaturas que, verdadeiramente, nos cativam, como diria o Pequeno Príncipe (que eu não li, desculpe) e que se tornam responsáveis por nós.
Já estou acabando, prometo que ti escreverei mais vezes, mas, antes, gostaria de agradecer, Margueritte, por você com toda sua sutileza e simplicidade ter em tão pouco tempo preenchido uma tarde vazia e minha mente.
Obrigada, Margueritte e Germain (passe esse recado a ele, por favor), por terem ilustrado alguns encontros de alma que eu já tive e pretendo ter por aí.
Com afeto,
Ana.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Imprevisto...
As vezes a gente faz muita expectativa, a gente fica imaginando que vai
tirar uma determinada nota na escola, que aquele passeio vai ser ótimo,
que a festa vai ser super divertida ou que vai ganhar o presente
esperado...Aí quando chega na hora tão esperada, na hora que você sonhou
todas as noites, na hora que você imaginou todos os detalhes com tanto
carinho, na hora em que suas idéias estão decididamente amadurecidas,
pronto, sua roupa não chegou na hora devida, sua manicure te deu um
bolo,
faltou energia quando faltava um terço do seu cabelo para escovar, sua
sandália quebrou o salto ou ainda você perdeu a chave de casa, já
começou mal...Aí você fica imaginando num plano B, bem que você usar
aquele outro vestido ou correr pro chuveiro e ir com o cabelo natural,
usar uma outra sandália que combina melhor com esse novo vestido,
realmente, você tem várias outras alternativas, o problema é que você
imaginou tudo tão direitinho que caso não aconteça o esperado, você vai
querer se
culpar, por não ter se preparado antecipadamente para imprevistos...(Já
perceberam que sempre que você tem pressa acontece algo para lhe
atrasar?)...Finalmente você consegue sair de casa...Vai pegar o carro e o
pneu tá furado, então você prefere um táxi (é bem mais rápido), e
quando você chega no meu do caminho, faltando poucos metros, percebe que
o trânsito está um caos e você já tá com um atraso de uma hora, do
jeito que as coisas vão indo, quando você chegar no local, o bofe já
completou
cinquenta anos (e ele só tem vinte e seis)...Então você começa a irritar
o coitado do motorista, que se pudesse até colocaria asas no táxi para
se livrar dessa moça tão estressante...Realmente, hoje não é seu dia de
sorte...Depois de uns vinte minutos, você chega no destino, e se prepara
para aquela entrada triunfal onde todos os homens vão chegar em casa
com torcicolo só para olha você, mas, quando você olha pra mesa, o cara
está tranquilão lhe esperando enquanto conversa com outra garota, aí
você pensa : tá vendo, sua besta, demorou tanto que perdeu o gato, então
você chega na mesa e ele lhe apresenta sua irmãzinha do coração, aquela
garota que ele estudou a muito tempo atrás e que se encontraram agora
ocasionalmente, seu pensamento: bandida, premeditou tudo, você explica o
atraso e tal, mas, a tal amiga não sai da mesa e os dois passam a noite
conversando, até que você decide ir pra casa e ele oferece para
levá-la, mas, a tal amiga está sem carro, e ele leva as duas no dele, e
quando você chega em casa, você começa a reclamar da vida, porque sua
noite maravilhosa não foi como imaginada...O problema é que você não
percebe que se tivesse sido um pouco mais simpática e tivesse se
enturmado na conversa, poderia arranjar uma amiga e além disso conseguir
a simpatia de bofe...Agora, o outro lado da moeda...Você está na
faculdade, super cansada e aquele gatinho te chama para um passeio
supresa com a turma, você só está um pouquinho arrumada, e pergunta se
tem tempo de passar
no banheiro e dar uma retocada na make, o gato pede pra você não demorar
muito, porque o filme vai começar em uma hora, e além do mais, ele não
aceita que você recuse a carona, com tudo pronto, a turma desisti de ir,
mas, como ele tá com muita vontade, você vai fazer o sacrificio de
acompanhá-lo, e aí o cineminha se torna perfeito... Sabe qual é a
diferença de um caso pro outro? É que a primeira esperou demais e não
aceitou que não tivesse saído como o planejado e a segunda se deliciou
com o
imprevisto...
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Anita...
Oi, meu nome é Anita, hoje já estou com trinta anos, tenho uma carreira
consolidada como professora de literatura e sou querida por todos os
meus alunos, tenho um marido que amo muito mas não foi disso que eu vim
falar... A história que eu vim contar, aconteceu comigo a 13 anos atrás,
quando eu tinha a idade de quem deve tá lendo esse texto... Eu tinha 17
anos, estava estudando muito, mesmo sem saber realmente pra que ia
fazer vestibular, tinha amigas maravilhosas e claro, alguns paqueras.
Eu havia arranjado um estágio e lá conheci um certo carinha, que não
merece nem ter seu nome lembrado, a gente passou momentos maravilhosos,
foram os melhores cinco meses da minha vida, mas, ele precisou de mudar e
a gente se separou, após a separação minha única vontade era morrer,
parei de estudar, minhas notas caíram consideravelmente, eu não queria
mas comer, nem dormir, meu único objetivo era definhar pra largar de vez
esta vida sem ele...Depois de dois meses sofrendo, reencontrei um amigo
de infância, que eu não via desde os meus 09 anos, Ronaldo, esse cara me
ajudou e muito na minha volta a vida, depois da horrível depressão em
que me submeti. Ronaldo, foi meu anjo da guarda, na verdade, desde
pequenos ele cuidava de mim, por conta disso, a nossa amizade era super
maravilhosa, mas, a gente mudou de escola e passamos um tempo sem nos
falar... Só nos encontramos 08 anos depois, quando a minha mãe foi
arrumar as minha coisas e achou o número dele, sabendo da nossa amizade,
ela
deixou o número em cima da minha cama para eu pode vê, então quando eu
vi, eu liguei só pra ver se ainda continuava o mesmo, ele atendeu, mas,
eu não falei nada e desliguei... Minha mãe, viu que eu fiquei mas
animadinha e enquanto eu voltava pro meu quarto, ligou pra ele e pediu
pra ele ir lá na minha casa, pois, eu tava precisando muito da proteção
dele, como nos velhos tempos...No outro dia, ele tava lá, de dentro do
meu quarto, ouvi a voz dele, sai do quarto e pluft, dei de cara com
ele...
Depois de toda aquela resenha (quanto tempo) , ele perguntou o que tava
acontecendo comigo, porque eu tava tão abatida, , eu expliquei pra ele e
sabe o que ele fez? Mandou eu me vestir, porque a gente ia passear e
botar os assuntos em dia... Sai da depressão, voltei pra escola,
consegui recuperar os dois meses perdidos, eu encontrava com Ronaldo
constantemente, , até que um dia, enquanto a gente ia a praia, eu e ele
conversando, a conversa lembrou as conversas que eu tinha com meu ex,
então eu
parei de falar, ele não entendeu nada, e quando eu olhei pro lado, vi
meu ex com uma menina, mostrei a ele o que tinha visto e ele preferiu
mudar o roteiro do passeio, fomos a um clube lindo e ele acabou me
pedindo em namoro... Com o tempo, Ronaldo foi mostrando um lado em que
ele super se parecia com meu ex e isso me fazia muito mal, mas, a gente
foi muito feliz nos três meses de namoro, eu fiz vestibular em outra
cidade e fui morar por lá... Passei muito tempo, novamente, sem falar
com ele...
Um certo dia, eu tava dando aula, aí chegou o coordenador dizendo que um
homem queria falar comigo e eu fui saber quem era e o que queria,
quando vi era Ronaldo, ele estava amarrotado, cansado, derrotado, pedi
pra ele me esperar, passei um exercício para os meus alunos e fui
embora, tirei o resto do dia para conversar com ele e avisei as outras
escolas que não poderia ir... Depois do nosso rompimento, ele namorou
uma menina, e ela o traiu, por coincidência, ele tava trabalhando como
psicólogo,
no prédio ao lado da escola e havia me visto entrar lá, então pensando
em toda a nossa amizade, foi me procurar... Eu contei a ele, o porque
que acabamos, que ele lembrava muito um cara que havia me feito muito mal
e que eu não queria me machucar de novo, pois, havia momentos que eu não
o conhecia, então, ele se desculpou, disse que era imaturo e agora
estava um homem, tinha 27 anos e queria uma nova chance comigo. Demos
uma nova chance ao amor que havia surgido de uma amizade e havia
resistido a
tantas separações e distâncias, e foi o destino que nos fez nos
encontrarmos novamente, dois anos de namoro, se passaram e eu terminei
me casando com ele. Não era bem isso que eu ia contar, era algo bem mais
detalhado, mas, como é a primeira vez, de muitas que você ouvem falar
de mim, preferi não entrar em tantos detalhes, o melhor era pincelar a
minha vida, sobre o que é o meu objetivo. E o meu objetivo é
relacionamentos, o meu marido é psicólogo, e ouvindo a história de suas
pacientes, me deu
vontade de escrever sobre os problemas que eu também já passei... E o
que eu quero dizer pra vocês é: se seu namoro acabou não é o fim do
mundo, se não terminou bem é porque ainda não é o fim, abra o seu
coração para novas e velhas pessoas e aí quem sabe o destino não lhe faz
uma bela surpresa...
terça-feira, 27 de maio de 2014
Momentos...
De vez em quando eu me revelo um verdadeiro platelminto, não só eu, mas
muita gente mesmo já teve esse sentimento... E isso sempre acontece
quando eu fico pensando: "deveria ter feito isso"...Todo mundo estufa o
peito e diz: "só me arrependo do que não fiz", mas, na hora do vamos ver a
coisa muda de cor e você se arrepende de muito troço que fez e por
conta de todos esses arrependimentos fica com um pé atrás na hora de
arriscar algo...O que se passa na cabeça da garota que tem a faca e
queijo
na mão e não corta, que tem tudo pronto na hora pra acabar com a decisão
e trava, que prefere ficar num chove não molha do que levar um não, que
decide ser a tímida da história só pra ter a sensação de que quando
acontecer vai ser duradouro, que sobe até o alto do trampolim e não
pula, que tenta fazer as coisas mágicas e desiste? O que pensa um garoto
que resolve fazer algo e desiste, que chega na hora h e não consegue,
que vai falar com a garota e dá meia volta volver, que tá na porta do
gol e
erra o drible, que escreve algo e rasga, que liga e ao ouvir a voz
desliga? Tudo isso é pressão, seja do nosso dia-a-dia e de nós mesmo,
morremos de medo da rejeição e não adianta negar todo mundo sofre dessa
fobia ou tem medo de errar pela milésima vez e se machucar pela
bilhionésima... Ninguém quer brincar de tentativa-erro, ninguém quer ser
fantoche e fazer papel de ridículo... Mas, também, não podemos dizer
que ninguém tenta, porque existe no mundo os corajosos e é por isto que
existe os
medrosos, nada dá pra generalizar e ninguém é totalmente medroso ou
totalmente corajoso, existem momentos, existem pessoas..
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Sonhe...
E hoje eu vim falar de sonhos... Todo mundo quando dorme bem, tem algum
sonho, mesmo que não lembre, mesmo que não conte só pra ele se realizar,
mas, todo mundo tem, e todo mundo sabe disso...Até ter pesadelos é
normal...Ops! nem tão normal assim... Existe também os sonhos que são os
nossos desejos, mas, indo por esse lado todos os sonhos são nossos
desejos, seja os que a gente sonha acordado e luta pra realizar, ou
aqueles que ilustram nossos sonos, é ouvi dizer que eles são nossos
sonhos
mais íntimos, e depois disso passei muitas noites pensando em certas
pessoas antes de dormir, só pra sonhar com ela. Mas, também sonhos podem
significar stress ou uma cabeça muito cheia de minhocas...Nunca dá pra
controlar os sonhos, e quando eles se tornam repetitivos, uma neura
surge: será que ele tá tentando me avisar algo? Mas, quase sempre é só o
que está no fundo do nosso coração, da nossa cabecinha e a gente nem
sabe, a gente só deixa tudo isso sair de dentro, quando tá dormindo e
não
tem como controlar os pensamentos...E esse é o maior problema do ser
humano, ele tem mania de querer controlar tudo, e algumas coisas são
incontroláveis como sentimentos (medo, amor, desejo, amizade), nossos
sonhos sempre tem algum motivo, algum sentido... Não é que você deva
sempre ao acordar sair procurando naqueles livros de sonhos os
significados, mas, que tal dar um pouco mais de atenção a ele?! Possa
ser que aquele sonhos repetido todas as noites seja um receio seu, uma
neura ou mesmo um
desejo... E aquele sonho que sempre tem continuado, não repetindo-se,
mas, continuado como cena de noela, pode ti indicar algo mais sobre seu
interior, sobre seu subconsciente... E o que falar dos nossos pesadelos?
Ah! Eles são nossas fobias, nossos maiores medos... Mas, isso é um caso
a parte, pesadelo todo mundo esquece... Mas, quem nunca acordou com
ainda o gostinho da comida, da bebida, do beijo, ou até mesmo com a
euforia do momento sonhado?! E agora, você espera que eu diga, pense
sobre
seus sonhos... Claro que não! Nossos sonhos não fazem parte do realismo,
mas, sim do romantismo... Então, a única coisa que devo lhe dizer e
mais nada que isso é apenas: SONHE!
domingo, 25 de maio de 2014
Anita...
Como muita gente já ouviu falar eu sou professora e essa semana estive
conversando com uma aluna minha, muito querida e muito dedicada, a
conversa da gente foi tão legal que eu resolvi colocar aqui:
-Mitsi, o que está havendo?
-Nada não, professora...
-Me diga, você sabe que pode me dizer o que quiser...
-É Aniceto, prof...
-O que ele fez? Se eu puder ajudar...
-Sabe o que é? É que eu conheço ele a um tempão, gosto dele tanto tempo quanto e ele não liga pra mim...
-Mas, Mi, parta pra outra...
-Não, Anita, você não entende...Depois de tudo que a gente passou, seria muito injusto acabar tudo assim...
-Não estou entendendo mais nada...
-Vou contar a história completa... Eu onheço ele a uns sete anos, a gente ficou muito amigo e tal, aí um anos depois, ele se declarou pra mim, a gente passou um tempinho junto, mas acabou porque os dois era muito imaturo... Um tempo depois,ele começou a namorar outra...
-Tá vendo, vocês já tiveram suas chances, tu tem que saber esquecer o passado...
-Deixa eu terminar! Aí, eles passaram dois meses juntos e ele acabou, aí foi tempo que eu namorei um garoto e uns três meses depois, eu acabei também. Aí ficamos uns quatro anos sendo só amigos, tendo aquele climinha, só rolando uns selinhos de vez em quando, mas, sempre que um namorava o outro tava solteiro...Aí uma vez a gente saiu pra comemorar o meu aniversário e por ironia do destino, ninguém pôde ir e só foi a gente, lá a gente ficou de verdade, parecia até mais namorado do que quando a gente foi mesmo, só que a gente continuou sendo amigo normal, como se nada houvesse acontecido, então eu comecei a namorar um amigo dele, ele ficou meio com raiva, dizendo que eu tinha traido ele, mas, eu pensava que era brincadeira, passei dois meses com esse garoto e quando ele acabou comigo, Aniceto me deu o maior apoio, nisso a gente voltou a ser amigos novamente, mas, agora, ele sempre acha que eu vou trair a confiança dele também, e como depois que eu acabei ele namorou uma amiga minha, eu não confio muito nele... Mas, eu sei que ele é louco por mim e eu sou apaixonada por ele, mas, a gente não consegue ficar junto...
-Ufa, que história, hein?! Sabe o que eu acho? Que enquanto houver essa desconfiança toda entre vocês, nada vai dá certo, é realmente surpreendente que ainda exista amizade, vocês devem se gostar muito pra conseguir isso, mas, os dois são jovens, tem uma vida pela frente, não devem ficar se prendendo em intriguinhas e erros do passado, o que eu acho realmente é que se vocês quiserem e se conseguirem superar certos contratempos, os dois vão ser muito felizes juntos. Na verdade, eu sempre desconfiei que houvesse algo entre os dois, mas, nunca imaginei que fosse algo tão forte, tou torcendo pra que dê tudo certo e se precisar pode contar comigo, viu, você é muito especial pra mim... Deixe de pessimismo, você é linda e jovem, se não der certo com ele, parte pra outra, abre teu coração pros outros, deve ter um monte atrás de ti...
-Prof, eu sabia que podia esabafar contigo, estou me sentindo muito melhor...
-Isso mesmo, pode colocando um sorriso nesse rosto lindo...
E eu só escrevi este diálogo porque ele me lembrou de todos os "enormes" problemas que eu tinha quando adolescente e sempre tinha que desabafar com as minhas amigas, tão confusas quanto eu, mas, que sempre me ajudaram e muito... E até porque essa história me lembra um pouco a minha e do meu marido...
-Mitsi, o que está havendo?
-Nada não, professora...
-Me diga, você sabe que pode me dizer o que quiser...
-É Aniceto, prof...
-O que ele fez? Se eu puder ajudar...
-Sabe o que é? É que eu conheço ele a um tempão, gosto dele tanto tempo quanto e ele não liga pra mim...
-Mas, Mi, parta pra outra...
-Não, Anita, você não entende...Depois de tudo que a gente passou, seria muito injusto acabar tudo assim...
-Não estou entendendo mais nada...
-Vou contar a história completa... Eu onheço ele a uns sete anos, a gente ficou muito amigo e tal, aí um anos depois, ele se declarou pra mim, a gente passou um tempinho junto, mas acabou porque os dois era muito imaturo... Um tempo depois,ele começou a namorar outra...
-Tá vendo, vocês já tiveram suas chances, tu tem que saber esquecer o passado...
-Deixa eu terminar! Aí, eles passaram dois meses juntos e ele acabou, aí foi tempo que eu namorei um garoto e uns três meses depois, eu acabei também. Aí ficamos uns quatro anos sendo só amigos, tendo aquele climinha, só rolando uns selinhos de vez em quando, mas, sempre que um namorava o outro tava solteiro...Aí uma vez a gente saiu pra comemorar o meu aniversário e por ironia do destino, ninguém pôde ir e só foi a gente, lá a gente ficou de verdade, parecia até mais namorado do que quando a gente foi mesmo, só que a gente continuou sendo amigo normal, como se nada houvesse acontecido, então eu comecei a namorar um amigo dele, ele ficou meio com raiva, dizendo que eu tinha traido ele, mas, eu pensava que era brincadeira, passei dois meses com esse garoto e quando ele acabou comigo, Aniceto me deu o maior apoio, nisso a gente voltou a ser amigos novamente, mas, agora, ele sempre acha que eu vou trair a confiança dele também, e como depois que eu acabei ele namorou uma amiga minha, eu não confio muito nele... Mas, eu sei que ele é louco por mim e eu sou apaixonada por ele, mas, a gente não consegue ficar junto...
-Ufa, que história, hein?! Sabe o que eu acho? Que enquanto houver essa desconfiança toda entre vocês, nada vai dá certo, é realmente surpreendente que ainda exista amizade, vocês devem se gostar muito pra conseguir isso, mas, os dois são jovens, tem uma vida pela frente, não devem ficar se prendendo em intriguinhas e erros do passado, o que eu acho realmente é que se vocês quiserem e se conseguirem superar certos contratempos, os dois vão ser muito felizes juntos. Na verdade, eu sempre desconfiei que houvesse algo entre os dois, mas, nunca imaginei que fosse algo tão forte, tou torcendo pra que dê tudo certo e se precisar pode contar comigo, viu, você é muito especial pra mim... Deixe de pessimismo, você é linda e jovem, se não der certo com ele, parte pra outra, abre teu coração pros outros, deve ter um monte atrás de ti...
-Prof, eu sabia que podia esabafar contigo, estou me sentindo muito melhor...
-Isso mesmo, pode colocando um sorriso nesse rosto lindo...
E eu só escrevi este diálogo porque ele me lembrou de todos os "enormes" problemas que eu tinha quando adolescente e sempre tinha que desabafar com as minhas amigas, tão confusas quanto eu, mas, que sempre me ajudaram e muito... E até porque essa história me lembra um pouco a minha e do meu marido...
sábado, 24 de maio de 2014
Humor-Cor...
Eu fico impressionada com a capacidade que algumas pessoas possuem de
mudar de humor rapidamente, na verdade todos os humanos possuem essa
inigualável habilidade e alguém precisa parar para estudar este
fenômeno...Tem dias que tudo amanhece ao contrário, vc tinha planejado
mil e uma coisas e uma fatalidade do destinho lhe deixa deitada na cama o
dia todo, morrendo de dor e dormindo o dia inteiro para esquecer essa
sua amiga...E tudo que tinha para vc uma cor colorida muda de estilo e
se
torna uma triste pintura em preto e branco muito borrada... Aí não tem
jeito, se vc continua doente (e é incrivel como doença tem o poder da
depressão), a pintura vai ficando cada vez mais borrada... E quando vc
vai ao médico (e todo médico tem mania de exagerar) a pintura perde até o
pouco do branco e se torna um horrivel quadro negro... E vc se imaina
falando com as amigas e chorando e sendo consolada... Mas, como dizem
que depois da tempestade sempre vem a calmaria, e no outro dia depois do
completo negro que vc havia se metido, surge uma pintinha branca no
quadro, e depois uma amarela, uma azul, uma rosa, uma verde, uma
laranja, uma purpura e assim seu quadro vai se colorindo novamente e
tudo volta a ser lindo como antes... Principalmente se vc tem uma
família cuidadosa, uns amigos carinhosos, pessoinhas ao teu redor que
não ti deixam um só segundo e que ti fazem imaginar aquele quadro triste
de choro e consolo com os amigos, totalmente mudado em um quadro cheio
de risadas e
abraços... É geralmente, a gente só precisa de uma noite bem dormida pra
recuperar a esperança, porque se todo humano muda de humor e sofre, não
podemos nos queixar (e principalmente os brasileiros) de podermos
renovar durante a noite as nossas energias e sempre dá um jeito pra
conseguir dá aquele (merecida) volta por cima...
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Ronaldo e Anita
Hoje, eu tava conversando com Ronaldo, e lembrei de um dos dias mais
perfeitos que a gente já teve. Era dia de prova, a gente tinha terminado
e tal, tava conversando, aí as minhas amigas chegaram e disseram que
não iam poder sair comigo. Entçao, eu prontamente chamei ele pra
passear. Ohhhhhhhhh! Óbvio, que ele aceitou. E fomos andando até a
cidade, conversando leseiras, falando da vida, da prova, do mundo,
ficamos só conversando, confesso que esqueci o tempo, o mundo era só eu e
ele...Aí, a
gente ficou vendo lojas, andando, realmente, batendo perna... Eu
comentei que tava afim de ver um certo filme, e ele perguntou se eu
queria ir... Compramos os ingressos, esperamos começar o filme, enquanto
falavámos tudo o que ainda não tinha falado no caminho, foi mais de uma
hora de espera perfeita, depois, a gente entrou no cinema, ficou
olhando as pessoas ao nosso redor, comemos muito chocolate, assistimos e
comentamos o filme, não sentimos frio na sala, saímos radiante do
cinema com
gostinho de quero mais, fomos pra parada de onibus juntos, conversando
muita besteira, ficamos na mesma parada, rimos bastante, infelizmente
meu onibus chegou rápido... Nesse dia, não houve nada, saímos como dois
amigos, nos divertimos, rimos, fizemos um ao outro feliz (dava pra
entrar no reino das fadas), foi um dia que me deixou radiante o resto da
semana...
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Hahn...
"Movendo-me, senti o volume de minhas ancas e tive consciência de que
meu andar pesado, em meus quadris ondulosos, no tronco sem cintura, é
possível descobrir, bastando para isto um pouco de maldade, semelhanças
com Hahn. (...) Parece-me alada, animal translúcido, quase imaterial,
mais alto do que todas as casas, não mais um morto, emblema agora do
grande e do impossível, de tudo que é maior do que nós e que, embora
acompanhemos algum tempo, raras vezes seguimos parar sempre." (Pentágono
de
Hahn - Osman Lins)
**
Me sentindo uma verdadeira Hahn, daquelas que precisam chamar sempre a atenção pra serem benquistas, daquelas que se errarem algum passo levam vaia do público crítico, daquelas que precisam sempre fazer 100, porque se for 99 não presta...E nem venha me dizer que sou o exagero em pessoa, porque algumas vezes eu só queria que depois de uma hora tomando banho morno de porta trancada eu pudesse sumir pra sempre, eu necessito de algum poder especial que me tire dessa ilusão humana, dessa hipocrisia irritante que está ao nosso redor, dessa falsidade mascarada...Eu sei, em alguns momentos eu sou bem cruel e injusta, mas aquele que nunca errou que me atire a primeira pedra e que me persiga com o cântico a Hahn que tanto perseguiu outras pessoas e depois em momento de alegria perseguiu a Hahn verdadeira para poder voltar a perseguir uma Hahn falsa mais que tanto diverte os outros com seu jeito como a elefanta. Não nasci palhaça e nem tenho vocação pra isso, mas existem certas pessoas que acham que eu preciso constantemente sorrir pra ganhar um amendoim de bônus, mas se depois de tantas gracinhas pra platéia, eu jogar água ou lama em alguém com a minha tromba, todos vão me recriminar, todos vão apoiar que o domador me bata e ninguém vai sentir pena do pobre animal, apenas vão querer que o meu domador bata cada vez mais forte e se algum dia depois de tantas surras eu sentar em cima dele, serei crucificada como o leão que comeu o garoto porque estava com fome, mesmo a culpa sendo do dono do circo...Se algum dia eu tiver medo de alguma formiga serei considerada medrosa, mas, todo mundo esquece todos os dinossauros que eu já enfrentei ao longo da vida... Surgi com os dinossauros, eles se foram, eu fiquei, em meio a extinção eu modifiquei a situação e não fui modificada, apesar de ter minhas fragilidades, ainda sou a forte daqui...
**
Me sentindo uma verdadeira Hahn, daquelas que precisam chamar sempre a atenção pra serem benquistas, daquelas que se errarem algum passo levam vaia do público crítico, daquelas que precisam sempre fazer 100, porque se for 99 não presta...E nem venha me dizer que sou o exagero em pessoa, porque algumas vezes eu só queria que depois de uma hora tomando banho morno de porta trancada eu pudesse sumir pra sempre, eu necessito de algum poder especial que me tire dessa ilusão humana, dessa hipocrisia irritante que está ao nosso redor, dessa falsidade mascarada...Eu sei, em alguns momentos eu sou bem cruel e injusta, mas aquele que nunca errou que me atire a primeira pedra e que me persiga com o cântico a Hahn que tanto perseguiu outras pessoas e depois em momento de alegria perseguiu a Hahn verdadeira para poder voltar a perseguir uma Hahn falsa mais que tanto diverte os outros com seu jeito como a elefanta. Não nasci palhaça e nem tenho vocação pra isso, mas existem certas pessoas que acham que eu preciso constantemente sorrir pra ganhar um amendoim de bônus, mas se depois de tantas gracinhas pra platéia, eu jogar água ou lama em alguém com a minha tromba, todos vão me recriminar, todos vão apoiar que o domador me bata e ninguém vai sentir pena do pobre animal, apenas vão querer que o meu domador bata cada vez mais forte e se algum dia depois de tantas surras eu sentar em cima dele, serei crucificada como o leão que comeu o garoto porque estava com fome, mesmo a culpa sendo do dono do circo...Se algum dia eu tiver medo de alguma formiga serei considerada medrosa, mas, todo mundo esquece todos os dinossauros que eu já enfrentei ao longo da vida... Surgi com os dinossauros, eles se foram, eu fiquei, em meio a extinção eu modifiquei a situação e não fui modificada, apesar de ter minhas fragilidades, ainda sou a forte daqui...
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Sofia...
Sofia estava confusa... Após sete anos de romance, tudo havia acabado
com um simples "adeus"... Na verdade, nunca havia sido um romance
verdadeiro... Dos dois, ela sempre gostou mais, ela sempre demonstrou,
até porque ela era muito mais dada e ele muito mais reservado... Ela
nunca poderia acreditar, que isso acabaria tão descartadamente... Quem
imaginaria que um dia no meio de uma conversa, ela que sempre o amou de
todos os modos, diria: é, pow não gosto de tu, e sei que não gostas mais
de
mim... Puts... Tudo por conta de uma conversa que ela ouviu, tudo por
conta de suas curiosidades, tudo por conta da irritação que ela estava
ultimamente... Bom é que acabaram como amigos... E pela última vez, ele
discutiram a relação como namorados... Pela última vez, ele ouviu ela
assumir que sentia ciúmes dele, pela última vez ela sentiu os dois tão
próximos que dava para ouvrir as batidas do coração, pela última vez ela
conversou olhando nos olhos dele... É... Como chegaram a esse ponto?...
Todo mundo tem seu momento de fúria, e com ela nçao era diferente...
Mas, todos poderiam ter certeza, pela última vez ela seria seduzida
pelos olhos, pelo sorriso e por todo o conjunto desconjuntado da obra
que ele era... Algo novo no ar havia surgido... Sofia estava livre...
Havia se libertado daquela paixão arrebatadora que agora não passava de
uma simples chama que se apagava aos poucos e que ela sabia que era
melhor extingui-la com um balde de água fria, que deixar ela apagar até
as
cinzas... Não dava pra ela brincar de gostar, nem dava pra se enganar...
O tempo deles havia passado... Não dava pra esperar que o namoro, que o
amor fosse igual a sete anos atrás e do jeito que o ritmo de seus
corações havia desafinado no dueto, não dava pra continuar, muito menos
pra acreditar que o pra sempre nunca acaba... Ela que sempre fora tão
verdadeira, viu-se perder a calma e dizer com todas as letras: ACABOU...
E não era porque gostava de outro, não... Apesar dele ter feito essa
pergunta, e ela querer continuar mentindo, não foi possível pensar num
nome rapidamente... Sofia enrolou e enrolou-se, viu concretizar o que
todos dizem "uma mentira leva a outra" e não dava pra pensar que mentira
tem perna curta, porque quando ele descobrisse que no momento o coração
dela gritava pelo nome dele, enquanto ela tentar colocar curativos e
fitas pra tampar sua boca, quando ele descobrisse isso, ela já estaria
completamente curada e aí sim, aquela mentira de momento teria
transformado-se em verdade... Até porque Sofia não mentia, não dava para
olhar nos olhos do homem que amava e dizer que não o amava se não
houvesse um pouco de verdade, ela só estava adiantado uma verdade futura
com uma mentira, ela só queria levar para a UTI seu coração, pois, se
estava na cara que ela nunca teria ele de volta (nem queria), também
dava para perceber que isso foi mais de um de seus artificios para
deixar o amor deles sempre vivo, pois se demorasse mais um pouco, ele
não ficaria
em leito de morte como um moribundo, mais estaria enterrado,
estraçalhado e aquela história bonita de sete anos de amor, seria apenas
uma história... Enquanto andava pela rua, Sofia colocava sua cabeça e
pensamentos no lugar, até que em uma esquina, ela viu ele e percebeu que
seu amor finalmente havia batido asas e voado, pois, apesar de terem
acabado naquela mesma tarde, ela o estava vendo com outra e não sentiu
um pingo de ciúmes e antes de pegar o ônibus só pensou... SEJAM
FELIZES...
terça-feira, 20 de maio de 2014
Rebeca...
Rebeca saiu de casa e foi caminhar na praia... Por um bom tempo, ela
pensou na noite de ontem e como havia se divertido... Bem... Na verdade,
não havia sido tão divertido... Julio, o garoto que ela sonhava todas
as noites havia cinco anos, também esteve na festa e nem olhou para
ela... Logo naquele dia, Rebeca inventou de ir simplesinha pro evento...
Bem... Na verdade, não foi um evento, nem ela estava tão simples...
Mais, havia outras meninas muito mais arrumadas e ele com aqueles olhos,
chamava atenção de qualquer uma... Naquela noite, Julio estava muito
lindo e ficou toda a noite rodeado de periguetes... Rebeca não sabia o
que fazer, muito menos controalr seu ciúme... Então, ela resolveu sair
de casa e passear, era aniversário de sua melhor amiga, mais não
importava, ela só queria sumir dali... Julio, mais uma vez não tinha nem
percebido sua presença, apesar de tantas vezes ela tentar chamar sua
atenção... Rebeca não acreditava que ele fosse tão fútil e se distraisse
com
aquele bando de garotas que juntas não gostavam tanto dele quanto ela...
E no meio de tantos pensamentos, Rebeca chega a beira do mar, e
continua a andar distraidamente, sempre pensando em todas as vezes que
decepcionou-se por amor Julio e ele nunca retirbuir seu amor,
entretanto, ela não percebia que andava cada vez mais para o fundo, até
que entre tantos pensamentos, lembrou-se do primeiro dia que o viu e foi
justamente nesse momento, que Rebeca se afogou... Todavia, minutos
antes, Julio
havia procurado pela garota e ao saber que havia saido foi a sua
procura, e no momento que Rebeca morria afogada, ele conseguiu
encontrá-la e assim ver pela última vez a imagem da garota de sua
vida...
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Ronaldo e Anita
Tanta coisa anda acontecendo na minha vida que nem tenho tempo de
escrever... Tou com sete meses de gravidez e já sei que será um menino e
uma menina, cheguei hoje em Lisboa, faz quase um ano que Ronald viajou e
um mês que não consigo falar com ele por telefone e pior, liguei pra
empresa e disseram que o curso já havia acabado... Me instalei num
hotel, mas, meu amor não sabe que estou aqui, quero fazer-lhe uma
surpresa, estou tão feliz com meus bebês perto de nascer e quero
conversar com ele
pra ver se ele aprova os nomes que escolhi: Ana Clara e Rafael Lucas. Já
sei onde ele se encontra, amanhã mesmo vou fazer uma super surpresa com
a ajuda de um amigo seu qeu também ficou por aqui e foi quem me ajudou a
achá-lo...(by: Anita)
*
"Não acredito, não acredito, não acredito", gritava cada vez mais fraca uma mulher no hospital... Eu que a havia socorrido no meio da rua desmaiada, ainda não havia conseguido saber seu nome, entretanto, os médicos já haviam me dito que os bebês estavam bem, porém, iam nascer naquele exato momento, portanto, prematuros... Deixei-a com os médicos e fui respirar ar puro, terminei parando na frente do hotel próximo do local em que a havia encontrado desmaiada, aproveitei e fui saber informações da madame... E qual não foi a minha surpresa, quando a recepcionista me contou que ela estava procurando Ronald, ou seja, meu amigo que eu havia saído ontem, e que ela se dizia esposa dele... Era muita conscidência... Liguei para meu amigo e perguntei como sua esposa estava, ele falou que bem mas que havia um tempo que não conseguiam se falar, perguntei como estavam os bebês e ele novamente respondeu que estava tudo bem, então perguntei se ela estava no Brasil, ele disse que sim... Foi nesse momento que resolvi falar o que a recepcionista havia me dito e o que havia acontecido. Ronald disse que estava indo para o hospital naquela mesma hora, por isso, resolvi voltar pra lá pois percebi que ele também não estava bem. No hospital, acalmei meu amigo e chamei o médico para eles conversarem, até porque Ronald também é médico, só que psicólogo. E novamente qual não foi nossa surpresa quando o médico falou que Anita, é descobri o nome dela, estava sofrendo risco de morte, todavia, os bebês estavam ótimos e já haviam nascido. Fui ao berçário ver os bebês, mas, na mesma hora percebi que Ronald havia se trasnformado e aquela calma aparente havia sumido pro Japão; meu amigo chorava como uma criança de colo... Disfarcei e fui ver Anita, contei que a havia socorrido e qeu por conscidência era amiga de seu marido, disse também que ele estava muito nervoso e por isso o médico não o deivou entrar. Ela olhava pra mim com um olhar vago, era como se não estivesse me enxergando; já não conseguia gritar, mas, continuava falando "não acredito, não acredito, não acredito". Aquela cena me deixou muito chocada, era deprimente ver uma mulher tão jovem, morrendo daquele jeito... Fui falar com o médico e perguntei porque ela havia desmaiado, ele disse que Anita havia sofrido de um estresse muito grande o que terminou elevando sua pressão e a fazendo desmaiar. Foi nessa hora que perguntei se ela tinha chance e quando ele me disse que ela dava seus últimos suspiros pois apesar de tudo que haviam feito ela não reagia, era como se quisesse morrer; resolvi chamar Ronald e dizer que ela queria falar com ele. Ele passou dez minutos lá dentro e saiu mais desesperado ainda, Anita havia morrido em seus braços. Apesar de estar aflita com o sofrimento dele, perguntei o que houve. Ronald soluçando me contou que Anita saiu daquele seu estado de vegetal e disse que nos havia visto juntos entrando numa loja de roupas e em várias outras lojas, como fazia muito tempo que eles não se falavam, ela pensou que eu fosse sua amante, a pressão dela elevou e todo o resto eu já sabia. Pobre mulher, morreu pensando que não era mais amada... Ele ainda me disse que lhe contou a verdade e disse que nós estávamos preparando uma surpresa para ela, pois, ele tinha planos de morar em Lisboa, por isso, estávamos procurando roupas femininas e para bebês, além de coisas para casa; até porque eu o havia ajudado a comprar a casa dos sonhos para eles viverem. Ele ainda me disse que ela o olhou muito serenamente, e que ele acreditava que ela o havia ouvido, então, Anita olhou para ele e suspirou "apesar dos pesares, eu te amo tanto meu amor...cuida bem da Ana Clara e do Rafael Lucas" e morreu. Deixei Ronald chorar até cansar e passamos duas horas abraçados enquanto ele colocava toda sua dor pra fora em forma de lágrimas. O médico chegou perguntando como seria o nome dos bebês, Ronald disse que seria Ana Clara e Rafael Lucas. Foi aí que ele percebeu que a vida continuava pois, ele tinha dois bebês para cuidar.
"Lembra ? Que bonito a gente era... Lembra? Como tudo começou... Vê se não desiste, vê se a gente insiste , não torne tudo um sonho que passou... Cada dia o mundo nos leva mais um, e fica menos um, menos um violão, e a nossa canção, não é a mesma de como era então... Faça aquela cara antiga tão cheia de vida sem ressentimento, corra livremente e grite uma cantiga ao vento, diga que nada mudou, que o vento não levou, que valeu a pena, que apesar de tudo a nossa canção ficou. "
Aproveitei que ele foi ver os gêmeos e liguei para a funerária e fiz todos os preparativos para enterrar a moça. Avisei a Ronald, mas, ele disse que queria levar a mulher para ser enterrada em Recife, então, dei um jeito para que isso fosse feito o mais rápido possível e tambpem falei com o gerente do hotel de ambos. Duas semanas depois, estávamos viajando: eu, Ronald e seus filhos; meu amigo já estava mais consolado e seus filhos eram umas fofuras. Fomos recebidos por duas famílias abatidas e no enterro, eu pudi presenciar uma das mais bonitas manifestações de amor, todos os alunos de Anita foram ao enterro e recitaram um poema que haviam feito especialmente para ela; uma garota chamada Mitsi estava muito chorosa, até perguntei se era parente dela, mas, me disseram que era aluna e as duas eram muito amigas; de repente a jovem limpou as lágrimas e cantou uma linda música de despedida para sua amiga-professora. Após o enterro, quando todos já estavam se preparando para ir embora,pétalas de rosa começaram a cair do céu e um avião escreveu entre as nuvens "apesar dos pesares, eu te amo tanto meu amor...". E foi desta forma que meu amigo, Ronald, despediu-se do amor de sua vida, Anita.
*
"Não acredito, não acredito, não acredito", gritava cada vez mais fraca uma mulher no hospital... Eu que a havia socorrido no meio da rua desmaiada, ainda não havia conseguido saber seu nome, entretanto, os médicos já haviam me dito que os bebês estavam bem, porém, iam nascer naquele exato momento, portanto, prematuros... Deixei-a com os médicos e fui respirar ar puro, terminei parando na frente do hotel próximo do local em que a havia encontrado desmaiada, aproveitei e fui saber informações da madame... E qual não foi a minha surpresa, quando a recepcionista me contou que ela estava procurando Ronald, ou seja, meu amigo que eu havia saído ontem, e que ela se dizia esposa dele... Era muita conscidência... Liguei para meu amigo e perguntei como sua esposa estava, ele falou que bem mas que havia um tempo que não conseguiam se falar, perguntei como estavam os bebês e ele novamente respondeu que estava tudo bem, então perguntei se ela estava no Brasil, ele disse que sim... Foi nesse momento que resolvi falar o que a recepcionista havia me dito e o que havia acontecido. Ronald disse que estava indo para o hospital naquela mesma hora, por isso, resolvi voltar pra lá pois percebi que ele também não estava bem. No hospital, acalmei meu amigo e chamei o médico para eles conversarem, até porque Ronald também é médico, só que psicólogo. E novamente qual não foi nossa surpresa quando o médico falou que Anita, é descobri o nome dela, estava sofrendo risco de morte, todavia, os bebês estavam ótimos e já haviam nascido. Fui ao berçário ver os bebês, mas, na mesma hora percebi que Ronald havia se trasnformado e aquela calma aparente havia sumido pro Japão; meu amigo chorava como uma criança de colo... Disfarcei e fui ver Anita, contei que a havia socorrido e qeu por conscidência era amiga de seu marido, disse também que ele estava muito nervoso e por isso o médico não o deivou entrar. Ela olhava pra mim com um olhar vago, era como se não estivesse me enxergando; já não conseguia gritar, mas, continuava falando "não acredito, não acredito, não acredito". Aquela cena me deixou muito chocada, era deprimente ver uma mulher tão jovem, morrendo daquele jeito... Fui falar com o médico e perguntei porque ela havia desmaiado, ele disse que Anita havia sofrido de um estresse muito grande o que terminou elevando sua pressão e a fazendo desmaiar. Foi nessa hora que perguntei se ela tinha chance e quando ele me disse que ela dava seus últimos suspiros pois apesar de tudo que haviam feito ela não reagia, era como se quisesse morrer; resolvi chamar Ronald e dizer que ela queria falar com ele. Ele passou dez minutos lá dentro e saiu mais desesperado ainda, Anita havia morrido em seus braços. Apesar de estar aflita com o sofrimento dele, perguntei o que houve. Ronald soluçando me contou que Anita saiu daquele seu estado de vegetal e disse que nos havia visto juntos entrando numa loja de roupas e em várias outras lojas, como fazia muito tempo que eles não se falavam, ela pensou que eu fosse sua amante, a pressão dela elevou e todo o resto eu já sabia. Pobre mulher, morreu pensando que não era mais amada... Ele ainda me disse que lhe contou a verdade e disse que nós estávamos preparando uma surpresa para ela, pois, ele tinha planos de morar em Lisboa, por isso, estávamos procurando roupas femininas e para bebês, além de coisas para casa; até porque eu o havia ajudado a comprar a casa dos sonhos para eles viverem. Ele ainda me disse que ela o olhou muito serenamente, e que ele acreditava que ela o havia ouvido, então, Anita olhou para ele e suspirou "apesar dos pesares, eu te amo tanto meu amor...cuida bem da Ana Clara e do Rafael Lucas" e morreu. Deixei Ronald chorar até cansar e passamos duas horas abraçados enquanto ele colocava toda sua dor pra fora em forma de lágrimas. O médico chegou perguntando como seria o nome dos bebês, Ronald disse que seria Ana Clara e Rafael Lucas. Foi aí que ele percebeu que a vida continuava pois, ele tinha dois bebês para cuidar.
"Lembra ? Que bonito a gente era... Lembra? Como tudo começou... Vê se não desiste, vê se a gente insiste , não torne tudo um sonho que passou... Cada dia o mundo nos leva mais um, e fica menos um, menos um violão, e a nossa canção, não é a mesma de como era então... Faça aquela cara antiga tão cheia de vida sem ressentimento, corra livremente e grite uma cantiga ao vento, diga que nada mudou, que o vento não levou, que valeu a pena, que apesar de tudo a nossa canção ficou. "
Aproveitei que ele foi ver os gêmeos e liguei para a funerária e fiz todos os preparativos para enterrar a moça. Avisei a Ronald, mas, ele disse que queria levar a mulher para ser enterrada em Recife, então, dei um jeito para que isso fosse feito o mais rápido possível e tambpem falei com o gerente do hotel de ambos. Duas semanas depois, estávamos viajando: eu, Ronald e seus filhos; meu amigo já estava mais consolado e seus filhos eram umas fofuras. Fomos recebidos por duas famílias abatidas e no enterro, eu pudi presenciar uma das mais bonitas manifestações de amor, todos os alunos de Anita foram ao enterro e recitaram um poema que haviam feito especialmente para ela; uma garota chamada Mitsi estava muito chorosa, até perguntei se era parente dela, mas, me disseram que era aluna e as duas eram muito amigas; de repente a jovem limpou as lágrimas e cantou uma linda música de despedida para sua amiga-professora. Após o enterro, quando todos já estavam se preparando para ir embora,pétalas de rosa começaram a cair do céu e um avião escreveu entre as nuvens "apesar dos pesares, eu te amo tanto meu amor...". E foi desta forma que meu amigo, Ronald, despediu-se do amor de sua vida, Anita.
domingo, 18 de maio de 2014
Marga(v)rida VI
A enfermeira foi chamar o médico. A pessoa voltou a entrar na UTI. Desta
vez ela falou: "Margarida, eu gosto tanto de você. E você sabe que é
razão da minha vida, então, por favor, faz um esforço e não me deixa,
porque não sei se duraria muito sem sua presença constante na minha
vida. Não dá pra imaginar a minha existência sem nossas brigas e sem
nossas pazes, não sei mais viver sem o seu sorriso, sem o seu olhar, sem
o seu toque, sem o seu beijo. Não consigo ficar mais um minuto sem você
e sem
sua voz. Sei que eu sempre fui muito indeciso e imaturo, mas, eu entrei
nessa UTI pela segunda vez escondido, pra dizer que você sempre foi e
sepre será o amor da minha vida. E possa ser que no futuro não fiquemos
mais juntos, que eu me case com outra mulher, mas, pode ter certeza que
você sempre será aquela que me ensinou o que o amor, que me ensinou a
amar de verdade."
Margarida abriu os olhos e viu o rosto de Fernando, seu professor de fotografia. Na noite do acidente, após a aula eles haviam brigado, pois, Fernando queria dar um tempo, pois não sabia se estava pronto para um namoro sério. Foi por isso que Margarida ficou tão perturbada ao ouvir a música e ao ver o rapaz, pois, ela pensou que mais uma vez estava dividindo um namorado e poderia ser que, de novo, fosse com uma amiga.
A enfermeira e o médico chegaram para fazer a ressucitação da paciente mas, a encontraram fora do coma e conversando animadamente com o professor. A jovem não parecia que havia ficado aquele tempo todo com risco de morte e principalmente, não parecia que havia acabado de sair, sozinha, de uma parada cardíaca. Então, o médico saiu da UTI e foi falar com o "pai" de Margarida. Ele contou o ocorrido e disse que seria necessário refazer alguns exames antes de mandá-la para o quarto. O médico voltou para a UTI e pediu para Fernando retirar-se, pois, precisaria examinar Margarida. Fernando saiu e foi conversar com o pai da jovem sobre a universitária.
Um tempo depois, o médico chega e avisa que Margarida estava indo para o quarto e que não seria necessária uma cirurgia plástica em seu rosto devido aos cortes do vidro dianteiro do carro. Fernando e o "pai" de Margarida acompanharam a transferência. O "pai" da jovem ligou para sua esposa e deu a notícia. Fernando ligou para Anastácia e falou o que ocorreu. Quando Margarida acomodou-se no quarto, ela pediu para ficar a sós com Fernando. O "pai" dela aproveitou para ir em casa descansar, já que fazia dias que não tomava um banho decente e não dormia direito.
Fernando e Margarida ficaram conversando sobre o futuro e ela contou que o coma fez muito bem para ela, pois, a recapitular sua vida e perceber que apesar de tudo, ela ainda tinha muito o que viver e que havia aprendido com tudo o que passou. Fernando então falou: "Margaridinha, eu sei que esse não é o melhor momento, nem o lugar mais apropriado. Mas, eu preciso falar isso antes que eu perca a coragem ou que você desista de mim. Eu te garanto que teremos momentos difíceis. Eu te garanto que uma hora, um dos dois ou os dois vão querer pular fura. Mas, eu também ti garanto que, seu eu não ti pedir pra ser minha, eu vou me arrepender pro resto da minha vida. Porque no meu coração, você é a única pra mim. Sei que você pode dizer que está muito nova, mas, nesse momento, eu só preciso ouvir que você aceita casar comigo!" Margarida ouve tudo quieta e o chama para perto dela, quando ele se aproxima, ela o beija.
Anastácia já havia feito o serviço e avisou a todos que Margarida estava bem, estava no quarto e já podia receber visitas. Então, quando eles estavam se beijando, ela apareceu junto com alguns amigos da jovem que ao verem a cena, recuaram um pouco, mas Margarida já havia os visto e os chamou para conversarem. Logo depois chegou Letícia e uns amigos da facul, então, todos ficaram conversando por um bom tempo. Um tempo depois o médico apareceu para examiná-la e comentou sobre a super reunião que estava acontecendo no quarto, mas, avisou que a jovem deveria descansar.
Então, todos foram embora só ficando Fernando, que avisou que só sairia de lá quando o "pai" da jovem voltasse.
Quando o "pai" da jovem chegou, Fernando voltou para sua casa e Margarida contou para seu pai que havia aceitado o pedido de casamento de Fernando e foi dormir.
Quinze dias depois, ela havia recebido alta e estava voltando para casa. Na sua volta fizeram uma recepçãozinha para comemorar sua recuperação e seu noivado com Fernando. Na festa estavam todos os seus amigos e toda sua família. No outro dia, Fernando fez uma recepção em sua casa para apresentá-la a toda a sua família. A semana após sair do hospital, foi cansativa para a jovem, pois, apesar do médico ter mandá-la descansar, ela precisava resolver alguns assuntos e todos queriam conversar e saber como foi o acidente e sobre a sensação de estar em coma.Um mês após o acidente, Margarida voltou a suas atividades normais, com uma diferença: ela estava mais madura, e dando valor a vida.
Margarida abriu os olhos e viu o rosto de Fernando, seu professor de fotografia. Na noite do acidente, após a aula eles haviam brigado, pois, Fernando queria dar um tempo, pois não sabia se estava pronto para um namoro sério. Foi por isso que Margarida ficou tão perturbada ao ouvir a música e ao ver o rapaz, pois, ela pensou que mais uma vez estava dividindo um namorado e poderia ser que, de novo, fosse com uma amiga.
A enfermeira e o médico chegaram para fazer a ressucitação da paciente mas, a encontraram fora do coma e conversando animadamente com o professor. A jovem não parecia que havia ficado aquele tempo todo com risco de morte e principalmente, não parecia que havia acabado de sair, sozinha, de uma parada cardíaca. Então, o médico saiu da UTI e foi falar com o "pai" de Margarida. Ele contou o ocorrido e disse que seria necessário refazer alguns exames antes de mandá-la para o quarto. O médico voltou para a UTI e pediu para Fernando retirar-se, pois, precisaria examinar Margarida. Fernando saiu e foi conversar com o pai da jovem sobre a universitária.
Um tempo depois, o médico chega e avisa que Margarida estava indo para o quarto e que não seria necessária uma cirurgia plástica em seu rosto devido aos cortes do vidro dianteiro do carro. Fernando e o "pai" de Margarida acompanharam a transferência. O "pai" da jovem ligou para sua esposa e deu a notícia. Fernando ligou para Anastácia e falou o que ocorreu. Quando Margarida acomodou-se no quarto, ela pediu para ficar a sós com Fernando. O "pai" dela aproveitou para ir em casa descansar, já que fazia dias que não tomava um banho decente e não dormia direito.
Fernando e Margarida ficaram conversando sobre o futuro e ela contou que o coma fez muito bem para ela, pois, a recapitular sua vida e perceber que apesar de tudo, ela ainda tinha muito o que viver e que havia aprendido com tudo o que passou. Fernando então falou: "Margaridinha, eu sei que esse não é o melhor momento, nem o lugar mais apropriado. Mas, eu preciso falar isso antes que eu perca a coragem ou que você desista de mim. Eu te garanto que teremos momentos difíceis. Eu te garanto que uma hora, um dos dois ou os dois vão querer pular fura. Mas, eu também ti garanto que, seu eu não ti pedir pra ser minha, eu vou me arrepender pro resto da minha vida. Porque no meu coração, você é a única pra mim. Sei que você pode dizer que está muito nova, mas, nesse momento, eu só preciso ouvir que você aceita casar comigo!" Margarida ouve tudo quieta e o chama para perto dela, quando ele se aproxima, ela o beija.
Anastácia já havia feito o serviço e avisou a todos que Margarida estava bem, estava no quarto e já podia receber visitas. Então, quando eles estavam se beijando, ela apareceu junto com alguns amigos da jovem que ao verem a cena, recuaram um pouco, mas Margarida já havia os visto e os chamou para conversarem. Logo depois chegou Letícia e uns amigos da facul, então, todos ficaram conversando por um bom tempo. Um tempo depois o médico apareceu para examiná-la e comentou sobre a super reunião que estava acontecendo no quarto, mas, avisou que a jovem deveria descansar.
Então, todos foram embora só ficando Fernando, que avisou que só sairia de lá quando o "pai" da jovem voltasse.
Quando o "pai" da jovem chegou, Fernando voltou para sua casa e Margarida contou para seu pai que havia aceitado o pedido de casamento de Fernando e foi dormir.
Quinze dias depois, ela havia recebido alta e estava voltando para casa. Na sua volta fizeram uma recepçãozinha para comemorar sua recuperação e seu noivado com Fernando. Na festa estavam todos os seus amigos e toda sua família. No outro dia, Fernando fez uma recepção em sua casa para apresentá-la a toda a sua família. A semana após sair do hospital, foi cansativa para a jovem, pois, apesar do médico ter mandá-la descansar, ela precisava resolver alguns assuntos e todos queriam conversar e saber como foi o acidente e sobre a sensação de estar em coma.Um mês após o acidente, Margarida voltou a suas atividades normais, com uma diferença: ela estava mais madura, e dando valor a vida.
sábado, 17 de maio de 2014
Marga(v)rida V
O médico mandou o "pai" da moça sair da sala, chamou uma enfermeira e
foi cuidar da paciente. Depois que o médico conseguiu salvar a paciente,
ele comentou que ele e a enfermeira formavam uma dupla dinâmica e
beijou a colega de trabalho. Enquanto isso, as lembranças de Margarida
estavam em um certo episódio, ela estava na sétima série e era
loucamente apaixonada por um garoto, a moça via sua imagem declarando-se
para esse rapaz da oitava série, porém, os amigos do rapaz ficaram
zoando ele, por
isso, o rapaz ficou com raiva dela e quando a jovem voltou para sala viu
todas as suas coisas jogadas no chão e um colega de classe dela disse
que foi o rapaz que ela gostava, então, a universitária via sua imagem
mais jovem abaixando-se para recolher suas coisas, enquanto lágrimas
escorriam por seu rosto. A partir daí, Margarida começou a lembrar de
todas as suas decepções amorosas, desde seu primeiro amor quando ela
descobriu que ele era apaixonado por sua melhor amiga, até o último
quando
ela soube que um rapaz junto com algumas pessoas, inclusive um "amigo"
dela, ficavam paquerando-a pela internet, apenas para fazê-la de idiota.
Enquanto isso, o vizinho e o "pai" da jovem tinham uma conversa de homem. O homem traído começou a conversa sem rodeios, dizendo que Margarida não era filha dele e sim do vizinho, ou seja, Margarida era filha de seu padrinho. O vizinho tentou desculpar-se dizendo que foi uma aventura, mas, que estava arrependido por ter traído um amigo e que havia sido apenas por um mês, pois, ele também havia viajado. O "pai" de Margarida disse que mesmo sabendo disso ainda amava a moça como filha e por isso não cortaria relações com o vizinho, pois, Margarida gostava muito dele e além do mais, ele era padrinho da moça. O vizinho ficou aliviado e perguntou se sua esposa já sabia. O "pai" de Margarida disse que não, mas, assim que a jovem estivesse melhor, ele faria uma reunião em sua casa para contar a ela e a sua vizinha, que também gostava muito de Margarida, pois, era sua madrinha, e havia sido quem avisou ele e sua esposa sobre o acidente; porém, o "pai" de Margarida disse que só ficaria sossegado depois que se portasse como um homem e inesperadamente, deu um soco no rosto do seu vizinho que o fez cair no chão. O vizinho levantou-se, disse que não estava com raiva pois esperava, realmente, essa reação de seu compadre, foi até a recepcionista, pediu informações sobre a paciente Margarida Lima e saiu.
Na UTI, Margarida estava auxiliada por aparelhos. Ela ainda se sentia num sono profundo e em sua mente começou a aparecer momentos que ele teve com pessoas importantes de sua vida e que já haviam morrido, como seus avôs, suas avós, uma vizinha de sua avó, um tio e alguns conhecidos seus que também já haviam ido dessa para uma melhor. Depois, ela se viu em frente a uma piscina, onde essas pessoas estavam nadando e se divertindo, ela tinha vontade de pular, mas, ao seu redor estavam pessoas como seu pai, sua mãe, seu padrinho, sua madrinha, vários amigos e amigas, inclusive, uns que fazia muito tempo que ela não falava mais; e essas pessoas a chamavam para participar de brincadeiras fora d'água. Porém, Margarida sentia tanta saudade daquelas pessoas que estavam na piscina. Margarida tinha impulso para pular. Uma pessoa havia entrado, sorrateiramente, na UTI. Nesse momento, ouvia-se um som. Bííííííí. Essa pessoa conversava com ela e não parecia importar-se com o som que saía da máquina ligada a moça. Coincidentemente, não avia nenhum médico ou enfermeiro na UTI que pudesse ouvir o som.
A pessoa continuava conversando com Margarida. Na mente da jovem, ela estava sentada na beirada piscina e entrava aos poucos. A pessoa continuava lá ao seu lado. Na mente de Margarida, essa pessoa estava entre os demais, tentando convencê-la a não entrar. Bíííííííí. A pessoa continuava firme ao lado da universitária. A pessoa disse "eu te amo". Na mente de Margarida, a pessoa estava pegando em seu braço. Bííííííííí. Na mente da moça, a pessoa havia puxado-a e a estava beijando. Naquele leito de UTI, a pessoa beijou Margarida. O som que saía da máquina foi diminuindo. Bíííííí. Uma enfermeira entrou nesse momento e expulsou a pessoa dali.
Enquanto isso, o vizinho e o "pai" da jovem tinham uma conversa de homem. O homem traído começou a conversa sem rodeios, dizendo que Margarida não era filha dele e sim do vizinho, ou seja, Margarida era filha de seu padrinho. O vizinho tentou desculpar-se dizendo que foi uma aventura, mas, que estava arrependido por ter traído um amigo e que havia sido apenas por um mês, pois, ele também havia viajado. O "pai" de Margarida disse que mesmo sabendo disso ainda amava a moça como filha e por isso não cortaria relações com o vizinho, pois, Margarida gostava muito dele e além do mais, ele era padrinho da moça. O vizinho ficou aliviado e perguntou se sua esposa já sabia. O "pai" de Margarida disse que não, mas, assim que a jovem estivesse melhor, ele faria uma reunião em sua casa para contar a ela e a sua vizinha, que também gostava muito de Margarida, pois, era sua madrinha, e havia sido quem avisou ele e sua esposa sobre o acidente; porém, o "pai" de Margarida disse que só ficaria sossegado depois que se portasse como um homem e inesperadamente, deu um soco no rosto do seu vizinho que o fez cair no chão. O vizinho levantou-se, disse que não estava com raiva pois esperava, realmente, essa reação de seu compadre, foi até a recepcionista, pediu informações sobre a paciente Margarida Lima e saiu.
Na UTI, Margarida estava auxiliada por aparelhos. Ela ainda se sentia num sono profundo e em sua mente começou a aparecer momentos que ele teve com pessoas importantes de sua vida e que já haviam morrido, como seus avôs, suas avós, uma vizinha de sua avó, um tio e alguns conhecidos seus que também já haviam ido dessa para uma melhor. Depois, ela se viu em frente a uma piscina, onde essas pessoas estavam nadando e se divertindo, ela tinha vontade de pular, mas, ao seu redor estavam pessoas como seu pai, sua mãe, seu padrinho, sua madrinha, vários amigos e amigas, inclusive, uns que fazia muito tempo que ela não falava mais; e essas pessoas a chamavam para participar de brincadeiras fora d'água. Porém, Margarida sentia tanta saudade daquelas pessoas que estavam na piscina. Margarida tinha impulso para pular. Uma pessoa havia entrado, sorrateiramente, na UTI. Nesse momento, ouvia-se um som. Bííííííí. Essa pessoa conversava com ela e não parecia importar-se com o som que saía da máquina ligada a moça. Coincidentemente, não avia nenhum médico ou enfermeiro na UTI que pudesse ouvir o som.
A pessoa continuava conversando com Margarida. Na mente da jovem, ela estava sentada na beirada piscina e entrava aos poucos. A pessoa continuava lá ao seu lado. Na mente de Margarida, essa pessoa estava entre os demais, tentando convencê-la a não entrar. Bíííííííí. A pessoa continuava firme ao lado da universitária. A pessoa disse "eu te amo". Na mente de Margarida, a pessoa estava pegando em seu braço. Bííííííííí. Na mente da moça, a pessoa havia puxado-a e a estava beijando. Naquele leito de UTI, a pessoa beijou Margarida. O som que saía da máquina foi diminuindo. Bíííííí. Uma enfermeira entrou nesse momento e expulsou a pessoa dali.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Marga(v)rida IV
O marido da mãe de Margarida, apesar de saber que havia sido traído, não
consegue deixar de amar aquela garota, então, ele pede licença do
trabalho e não sai de dentro do hospital, pois, não conseguia ficar sem
notícias de sua filha. Filha sim, pois, pai é quem cria. A mãe da moça
bastante abalada por ter revelado o segredo de sua vida, volta para casa
e prefere esperar notícias por telefone. Quando ela chega em casa, a
empregada afirma que vários amigos de Margarida ligaram querendo saber
como
ela estava, inclusive, uma chamada Letícia ligou para saber em que
hospital a moça se encontrava.
Enquanto isso, a mente de Margarida não parava. Após a cirurgia, os pensamentos de Margarida diminuiram um pouco e ela ficou lembrando de momentos felizes com sua família até o dia amanhecer. Quando o dia amanheceu, as lembranças de Margarida já haviam voltando para sua velocidade habitual e em sua mente três imagens revezavam com uma trilha sonora distinta para cada imagem: primeiro, a jovem via sua imagem mais nova dentro de uma sala de cinema vendo um filme romântico ao lado de um rapaz de sua idade, os dois estavam abraçados conversando e o rapaz lhe dava um beijo romântico como o filme; depois tudo se apagava e ela via sua imagem alguns meses mais velha ao lado de uma rapaz mais ou menos cinco anos mais velho, eles assistiam um filme de ação e ele lhe dava um beijo que misturava amor com fogo; e por terceiro, ela via sua imagem alguns meses mais velha com um rapaz três anos mais velha vendo um filme de comédia e que lhe dava um beijo muito fogoso. Essas três imagens ficaram na mente da jovem durante todo o dia e só desapareceram quando ela ouviu uma voz distante e percebeu que era de seu pai. Ele contava para a jovem que estava tudo bem e lhe pedia para não desistir nunca de viver, pois, todos a amavam e estavam ansiosos para voltar a conviver com ela. O homem também falava sobre o seu dia e dizia que os médicos estavam confiantes quanto a recuperação da moça. Então ele alisou seu rosto e lhe deu um beijo na testa, para logo depois despedir-se da moça. Assim que o "pai" de Margarida saiu, suas lembranças voltaram, porém não era mais as mesmas. Ela agora via um antigo amigo dizendo que ela ra uma garota muito bonita, que ele gostava muito dela e que gostaria de namorá-la, a jovem achava que ele estava brincando e dizia que só gostava dele como amigo. Depois ela passou a ver uma imagem sua uns cinco anos mais nova andando com uma amiga e um amigo, de repente passa um rapaz que ela estava ficando, ela vai falar com ele e ele lhe dá um fora, então o amigo que estava andando com ela anda um pouco e a beija para o rapaz que havia lhe dado um fora não ficar se achando. Margarida também lembrou um episódio em que ela se declara para um rapaz conhecido seu e ele afirma que é gay.
As lembranças estavam deixando Margarida angustiada. De repente, ela ouve a voz do médico conversando com ela e dizendo que ela deveria fazer novos exames. O médico só faltava virar a moça do avesso de tanto que a examinava, ao mesmo tempo que conversava com ela. Ele questionava o acidente e suas causas, falava também sobre as sequelas e as cicatrizes. Margarida não entendia muito as palavras do médico, mas, gostava da suavidade de sua voz. Ela queria acordar para poder vê-lo, porém, seu "sono" era mais forte e ela continuava em coma.
Enquanto isso, o "pai" de Margarida falava com sua esposa ao telefone para poder dar-lhe notícia sobre a jovem. Ao desligar o telefone, ele vê um rapaz e uma moça ao seu lado, com um buquê de flores. O rapaz era Fernando, professor de fotografia de Margarida, e a moça era Anastácia, dona da academia que Margarida frequentava. Os dois eram amigos da jovem e irmãos, foi através de Anastácia que Margarida descobriu o curso de fotografia de Fernando. Eles perguntaram ao pai da jovem sobre a situação dela e passaram a tarde conversando com homem, para acalmá-lo, pois, eles estava bastante abatido e para pdoerem dar notícias a todos que pergutavam pela jovem.
No fim da tarde, eles sairam e o pai de Margarida estava novamente sozinho. Ele voltou a pensar em como contaria a moça que não era seu pai e resolveu ligar para seu vizinho para poderem marcar uma conversa de homem. Enquanto isso, o médico havia terminado os exames em Margarida e havia constatado que ela poderia ficar com sequelas devido ao impacto na coluna por conta do cinto frouxo. As lembranças da universitária voltaram e em sua mente revezava a imagem de todos os seus romances anteriores, ela estava vendo todos os seus romances em ordem cronólogica, tenha ela levado um fora ou dado,todos os amores dela passaram por sua mente, tenha ela chegado a ter um romance com eles ou não.
O pai de Margarida foi ver sua filha, ao entrar no quarto ele saiu rapidamente e chamou o médico responsável. Quando o médico entrou, ele confirmou: a jovem estava sofrendo uma parada respiratória.
Enquanto isso, a mente de Margarida não parava. Após a cirurgia, os pensamentos de Margarida diminuiram um pouco e ela ficou lembrando de momentos felizes com sua família até o dia amanhecer. Quando o dia amanheceu, as lembranças de Margarida já haviam voltando para sua velocidade habitual e em sua mente três imagens revezavam com uma trilha sonora distinta para cada imagem: primeiro, a jovem via sua imagem mais nova dentro de uma sala de cinema vendo um filme romântico ao lado de um rapaz de sua idade, os dois estavam abraçados conversando e o rapaz lhe dava um beijo romântico como o filme; depois tudo se apagava e ela via sua imagem alguns meses mais velha ao lado de uma rapaz mais ou menos cinco anos mais velho, eles assistiam um filme de ação e ele lhe dava um beijo que misturava amor com fogo; e por terceiro, ela via sua imagem alguns meses mais velha com um rapaz três anos mais velha vendo um filme de comédia e que lhe dava um beijo muito fogoso. Essas três imagens ficaram na mente da jovem durante todo o dia e só desapareceram quando ela ouviu uma voz distante e percebeu que era de seu pai. Ele contava para a jovem que estava tudo bem e lhe pedia para não desistir nunca de viver, pois, todos a amavam e estavam ansiosos para voltar a conviver com ela. O homem também falava sobre o seu dia e dizia que os médicos estavam confiantes quanto a recuperação da moça. Então ele alisou seu rosto e lhe deu um beijo na testa, para logo depois despedir-se da moça. Assim que o "pai" de Margarida saiu, suas lembranças voltaram, porém não era mais as mesmas. Ela agora via um antigo amigo dizendo que ela ra uma garota muito bonita, que ele gostava muito dela e que gostaria de namorá-la, a jovem achava que ele estava brincando e dizia que só gostava dele como amigo. Depois ela passou a ver uma imagem sua uns cinco anos mais nova andando com uma amiga e um amigo, de repente passa um rapaz que ela estava ficando, ela vai falar com ele e ele lhe dá um fora, então o amigo que estava andando com ela anda um pouco e a beija para o rapaz que havia lhe dado um fora não ficar se achando. Margarida também lembrou um episódio em que ela se declara para um rapaz conhecido seu e ele afirma que é gay.
As lembranças estavam deixando Margarida angustiada. De repente, ela ouve a voz do médico conversando com ela e dizendo que ela deveria fazer novos exames. O médico só faltava virar a moça do avesso de tanto que a examinava, ao mesmo tempo que conversava com ela. Ele questionava o acidente e suas causas, falava também sobre as sequelas e as cicatrizes. Margarida não entendia muito as palavras do médico, mas, gostava da suavidade de sua voz. Ela queria acordar para poder vê-lo, porém, seu "sono" era mais forte e ela continuava em coma.
Enquanto isso, o "pai" de Margarida falava com sua esposa ao telefone para poder dar-lhe notícia sobre a jovem. Ao desligar o telefone, ele vê um rapaz e uma moça ao seu lado, com um buquê de flores. O rapaz era Fernando, professor de fotografia de Margarida, e a moça era Anastácia, dona da academia que Margarida frequentava. Os dois eram amigos da jovem e irmãos, foi através de Anastácia que Margarida descobriu o curso de fotografia de Fernando. Eles perguntaram ao pai da jovem sobre a situação dela e passaram a tarde conversando com homem, para acalmá-lo, pois, eles estava bastante abatido e para pdoerem dar notícias a todos que pergutavam pela jovem.
No fim da tarde, eles sairam e o pai de Margarida estava novamente sozinho. Ele voltou a pensar em como contaria a moça que não era seu pai e resolveu ligar para seu vizinho para poderem marcar uma conversa de homem. Enquanto isso, o médico havia terminado os exames em Margarida e havia constatado que ela poderia ficar com sequelas devido ao impacto na coluna por conta do cinto frouxo. As lembranças da universitária voltaram e em sua mente revezava a imagem de todos os seus romances anteriores, ela estava vendo todos os seus romances em ordem cronólogica, tenha ela levado um fora ou dado,todos os amores dela passaram por sua mente, tenha ela chegado a ter um romance com eles ou não.
O pai de Margarida foi ver sua filha, ao entrar no quarto ele saiu rapidamente e chamou o médico responsável. Quando o médico entrou, ele confirmou: a jovem estava sofrendo uma parada respiratória.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Marga(v)rida III
Assim que o médico conseguiu ressucitá-la, as lembranças de Margarida
voltaram. Ela agora não via mais nenhum dos dois caras já citados. Na
mente de Margarida formou-se a imagem de uma criança numa sala de aula,
sim, a criança era Margarida. Ela estava escrevendo uma carta, numa sala
de aula vazia. Não dava pra decifrar muito bem o que estava escrito,
apenas dava pra ler um enorme "te amo"; depois, Margarida levantou-se e
colocou a carta numa bolsa masculina. Ouve-se um toque escolar, crianças
entram correndo na sala, um garoto abre a bolsa onde Margarida havia
colocado a carta. Ele vê um papel. Abre o papel. Lê baixo. Relê em voz
alta. Todas as crianças se voltam para Margarida e começaram a rir da
cara dela. De repente, aquela imagem apaga-se e a moça vê sua imagem
pré-adolescente estudando numa mesa com um professor particular, de
repente, aparece um rapaz um pouco mais velho que ela e senta-se na
mesa. O professor passa a ensinar o rapaz também e Margarida deixa de
estudar para
olhar pra ele. A imagem apaga-se e a jovem se vê transportada para uma
festa de rua, ela encontra o rapaz que divide o professor particular e
pede para ficar com ele, ambos um pouco mais velhos que quando estavam
estudando juntos. O rapaz olha pros seus amigos, a beija e sai. A imagem
de Margarida continua na festa andando, ela passa pelo rapaz, ele a
puxa e a beija novamente. O pai de Margarida a chama, ela se afasta do
rapaz e quando volta, ele está beijando sua prima.
Tudo fica escuro para Margarida novamente. Ela agora vê tudo preto, mas, ouve uma voz. Ela ouvia duas vozes distantes, era o médico falando com seu pai. Ele dizia que a moça estava muito mal e que estava muito machucada devido aos cortes feitos com a quebra do vidro dianteiro. Além disso, o cinto de segunraça estava um pouco frouxo e a batida teve um impacto não esperado, já que a paciente estava usando o cinto. Ele avisava ao pai da moça que ela deveria ir pra a cirurgia e que fariam tudo para salvá-la. O pai da moça autorizou a cirurgia, e o médico pediu para que os pais dela doassem sangue, pois, ela poderia precisar durante o procedimento.
O pai de Margarida foi falar com a mãe dela que ficou pálida diante a história da cirurgia e da doação de sangue. A enfermeira foi até eles e avisou que deveriam seguí-la até uma sala para a doação. A mãe de Margarida foi a primeira a doar. Em seguida foi o pai da moça. A enfermeira levou as bolsas de sangue até uma sala e depois o médico foi falar com o casal. Então o médico informou que algo estava errado, pois, o pai dela era AB, a mãe dela era O e Margarida era O, ou seja, havia algo errado. A mãe de Margarida começou a chorar e revelou ao pai dela que Margarida era filha do vizinho, pois, ela havia traído-o numa de suas viagens de negócios em que ela ficou sozinha em casa por mais de dois meses.
O médico bastante constrangido, saiu de fininho e foi para sua cirurgia. Durante a cirurgia, os pensamentos de Margarida não pararam um só minuto. E ela começou a ver sua imagem mais nova contando para sua amiga que havia tirado seu bvcom um cara que havia traído-a com sua prima e logo depois a imagem se apagava para ela ver, essa mesma amiga um pouco mais velha dizendo que estava apaixonada por ex da moça. Na cirurgia, Margarida perdeu muito sangue. Alguns cacos de vidro estavam profundos e depois seria necessário que ela fizesse uma cirurgia plástica. Os médicos usaram todo o sangue doado pela mãe da moça. A cirurgia foi um sucesso. Entretanto na sala de espera, o pai e a mãe de Margarida discutiam sobre a situação da moça ser filha do vizinho e dela esconder esse segredo por 19 anos.
Tudo fica escuro para Margarida novamente. Ela agora vê tudo preto, mas, ouve uma voz. Ela ouvia duas vozes distantes, era o médico falando com seu pai. Ele dizia que a moça estava muito mal e que estava muito machucada devido aos cortes feitos com a quebra do vidro dianteiro. Além disso, o cinto de segunraça estava um pouco frouxo e a batida teve um impacto não esperado, já que a paciente estava usando o cinto. Ele avisava ao pai da moça que ela deveria ir pra a cirurgia e que fariam tudo para salvá-la. O pai da moça autorizou a cirurgia, e o médico pediu para que os pais dela doassem sangue, pois, ela poderia precisar durante o procedimento.
O pai de Margarida foi falar com a mãe dela que ficou pálida diante a história da cirurgia e da doação de sangue. A enfermeira foi até eles e avisou que deveriam seguí-la até uma sala para a doação. A mãe de Margarida foi a primeira a doar. Em seguida foi o pai da moça. A enfermeira levou as bolsas de sangue até uma sala e depois o médico foi falar com o casal. Então o médico informou que algo estava errado, pois, o pai dela era AB, a mãe dela era O e Margarida era O, ou seja, havia algo errado. A mãe de Margarida começou a chorar e revelou ao pai dela que Margarida era filha do vizinho, pois, ela havia traído-o numa de suas viagens de negócios em que ela ficou sozinha em casa por mais de dois meses.
O médico bastante constrangido, saiu de fininho e foi para sua cirurgia. Durante a cirurgia, os pensamentos de Margarida não pararam um só minuto. E ela começou a ver sua imagem mais nova contando para sua amiga que havia tirado seu bvcom um cara que havia traído-a com sua prima e logo depois a imagem se apagava para ela ver, essa mesma amiga um pouco mais velha dizendo que estava apaixonada por ex da moça. Na cirurgia, Margarida perdeu muito sangue. Alguns cacos de vidro estavam profundos e depois seria necessário que ela fizesse uma cirurgia plástica. Os médicos usaram todo o sangue doado pela mãe da moça. A cirurgia foi um sucesso. Entretanto na sala de espera, o pai e a mãe de Margarida discutiam sobre a situação da moça ser filha do vizinho e dela esconder esse segredo por 19 anos.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Marga(v)rida II
Margarida deu entrada no hospital ainda desacordada, uma equipe de
reportagem que estava lá noticiando sobre uma vítima de bala perdida,
perguntou o que havia acontecido a uma dos enfermeiros, o que estava
procurando informações sobre a moça contou que havia sido um acidente de
trânsito onde o carro dela havia batido num ônibus estudantil que ela
havia sido encontrada desacordada e que em sua bolsa havia sido
encontrada sua identidade que a identificava como Margarida Lima e tinha
19 anos, além
de terem achado um celular no viva-voz onde a vítima se comunicava com
uma amiga e o acidente deve ter sido provocado por falta de atenção. Ele
ainda pediu para noticiarem o acidente na televisão, pois, a vítima
estava com risco de vida e eles não tinham como comunicar-se com a
família, já que seria mais fácil a família encontrá-los, após verem a
notícia na televisão que a moça acordar e dar-lhes um meio de avisar a
família.
O médico atendeu Margarida e a mandou para a UTI. No noticiário local falavam sobre o acidente. O pai de Margarida estava chegando em casa e automaticamente ligou a tv. Ele não conseguiu ouvir a notícia, mas, ouviu o nome de sua filha. No mesmo instante, a vizinha bateu na porta avisando sobre o ocorrido. A mãe de Margarida estava chegando em casa e ouviu o que a vizinha falou. Os dois ficaram desesperados e foram direto para o hospital.
Enquanto isso, Margarida estava em coma, porém, ela sentia como se estivesse num sono profundo e suas lembranças continuavam. Ela, agora, via a imagem dela mais nova e do rapaz mais velho que ela descendo do ônibus, eles estavam entrando num shopping e o rapaz soltou a mão dela, Margarida viu ao longe uma antiga amiga, eles se aproximaram da amiga dela, então quando Margarida preparava-se para apresentá-lo como seu namorado, a amiga dela disse "Margaridinha, não sabia que você já conhecia meu namorado!", Margarida lembrava que ficou desnorteada, mas, não podia dar sinal de sua confusão, então em sua mente aquela cena se apagou e ela lembrou de outro episódio, ela e esse rapaz, beijando-se em cima de uma cama, quando ele chamou o nome de outra garota, Margarida não conseguiu ouvir qual era o nome e ele afirmou que havia dito o nome dela, rapidamente, ela se viu sendo transportada para o shopping, aquela mesma Margarida mais jovem estava andando sozinha e ouvindo música quando esse rapaz chegou e a beijou, foi algo tão surpreeendente que ficou nítido em seu rosto e a música que ela estava ouvindo transformou-se na música do casal. A mente de Margarida ficava revezando a imagem de sua amiga revelando que era namorada daquele rapaz e ele a beijando surpreendentemente no shopping, além daquela música que não conseguia sair de sua memória.
Os pais de Margarida chegaram no hospital e procuraram um médico, coincidentemente, eles falaram com o médico que haviam atendido a filha deles. O médico informou que a situação dela era grave e só não havia sido pior, pois, a garota estava usando o cinto. Ele ainda disse que ela estava em coma e que o acidente deve ter sido causado por falta de atenção, pois, foi encontrado um celular no viva-voz e a garota na linha disse que elas estavam conversando.
A mãe de Margarida não podia acreditar no que estava ouvindo, pois, sua filha sempre foi tão responsável... O pai foi resolver as coisas da transferência, ele queria sua filha no melhor hospital da cidade. O médico autorizou a transferência e colocaram Margarida na ambulância. A mãe da jovem foi unto dela enquanto seu pai seguia em seu carro. Margarida chegou no melhor hospital particular da cidade. O médico a examinou e falou que faria alguns exames. Enquanto isso na mente de Margarida ela via a imagem daquele rapaz beijando-a se desfazer e via um outro rapaz pedindo-a em namoro, sua imagem mais nova aceitava o pedido beijando o rapaz que parecia até mais velho que o primeiro, esse segundo rapaz declarava-se para ela e ela despedia-se dele, então ela começou a ver a imagem desse segundo rapaz e de fundo ela ouvia todas as declarações que ele fez para ela, para em seguida a imagem apagar-se e ela ver sua imagem num bar brigando com esse rapaz e terminando o namoro, o segundo rapaz dizia que havia traido-a e que nunca mais queria vê-la, logo tudo ficou preto e Margarida não via mais nada.
O médico a estava examinando e quando estava concluindo, percebeu que a jovem estava sofrendo uma parada cardíaca. O médico chamou uma enfermeira para juntos ressucitá-la. Na sala de espera, a mãe de Margarida chorava, enquanto seu pai falava ao celular tentando acalmar as pessoas que ligavam preocupadas com a jovem, pois, ela sempre foi muito querida por todos. O médico conseguiu tirar Margarida da parada cardíaca, e foi falar com os pais da moça. Ele disse que ela estava em estado crítico e que tinha risco de morte, disse também, que ela estava em coma e a única coisa que ele poderia fazer era esperar alguma reação dela.
O médico atendeu Margarida e a mandou para a UTI. No noticiário local falavam sobre o acidente. O pai de Margarida estava chegando em casa e automaticamente ligou a tv. Ele não conseguiu ouvir a notícia, mas, ouviu o nome de sua filha. No mesmo instante, a vizinha bateu na porta avisando sobre o ocorrido. A mãe de Margarida estava chegando em casa e ouviu o que a vizinha falou. Os dois ficaram desesperados e foram direto para o hospital.
Enquanto isso, Margarida estava em coma, porém, ela sentia como se estivesse num sono profundo e suas lembranças continuavam. Ela, agora, via a imagem dela mais nova e do rapaz mais velho que ela descendo do ônibus, eles estavam entrando num shopping e o rapaz soltou a mão dela, Margarida viu ao longe uma antiga amiga, eles se aproximaram da amiga dela, então quando Margarida preparava-se para apresentá-lo como seu namorado, a amiga dela disse "Margaridinha, não sabia que você já conhecia meu namorado!", Margarida lembrava que ficou desnorteada, mas, não podia dar sinal de sua confusão, então em sua mente aquela cena se apagou e ela lembrou de outro episódio, ela e esse rapaz, beijando-se em cima de uma cama, quando ele chamou o nome de outra garota, Margarida não conseguiu ouvir qual era o nome e ele afirmou que havia dito o nome dela, rapidamente, ela se viu sendo transportada para o shopping, aquela mesma Margarida mais jovem estava andando sozinha e ouvindo música quando esse rapaz chegou e a beijou, foi algo tão surpreeendente que ficou nítido em seu rosto e a música que ela estava ouvindo transformou-se na música do casal. A mente de Margarida ficava revezando a imagem de sua amiga revelando que era namorada daquele rapaz e ele a beijando surpreendentemente no shopping, além daquela música que não conseguia sair de sua memória.
Os pais de Margarida chegaram no hospital e procuraram um médico, coincidentemente, eles falaram com o médico que haviam atendido a filha deles. O médico informou que a situação dela era grave e só não havia sido pior, pois, a garota estava usando o cinto. Ele ainda disse que ela estava em coma e que o acidente deve ter sido causado por falta de atenção, pois, foi encontrado um celular no viva-voz e a garota na linha disse que elas estavam conversando.
A mãe de Margarida não podia acreditar no que estava ouvindo, pois, sua filha sempre foi tão responsável... O pai foi resolver as coisas da transferência, ele queria sua filha no melhor hospital da cidade. O médico autorizou a transferência e colocaram Margarida na ambulância. A mãe da jovem foi unto dela enquanto seu pai seguia em seu carro. Margarida chegou no melhor hospital particular da cidade. O médico a examinou e falou que faria alguns exames. Enquanto isso na mente de Margarida ela via a imagem daquele rapaz beijando-a se desfazer e via um outro rapaz pedindo-a em namoro, sua imagem mais nova aceitava o pedido beijando o rapaz que parecia até mais velho que o primeiro, esse segundo rapaz declarava-se para ela e ela despedia-se dele, então ela começou a ver a imagem desse segundo rapaz e de fundo ela ouvia todas as declarações que ele fez para ela, para em seguida a imagem apagar-se e ela ver sua imagem num bar brigando com esse rapaz e terminando o namoro, o segundo rapaz dizia que havia traido-a e que nunca mais queria vê-la, logo tudo ficou preto e Margarida não via mais nada.
O médico a estava examinando e quando estava concluindo, percebeu que a jovem estava sofrendo uma parada cardíaca. O médico chamou uma enfermeira para juntos ressucitá-la. Na sala de espera, a mãe de Margarida chorava, enquanto seu pai falava ao celular tentando acalmar as pessoas que ligavam preocupadas com a jovem, pois, ela sempre foi muito querida por todos. O médico conseguiu tirar Margarida da parada cardíaca, e foi falar com os pais da moça. Ele disse que ela estava em estado crítico e que tinha risco de morte, disse também, que ela estava em coma e a única coisa que ele poderia fazer era esperar alguma reação dela.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Marga(v)ida I
A semana começou normal, sem surpresas, bastante rotineira... Margarida
levantou-se as cinco horas, arrumou-se, foi para a academia, foi para a
faculdade, almoçou na lanchonete em frente a faculdade, foi trabalhar na
biblioteca da faculdade, jantou no shopping, foi para o curso de
fotografia em frente ao shopping, e estava voltando para casa...
Sua vida estava tão rotineira que ela sentia-se como um robô, apesar de amar tudo que fazia... Enquanto voltava para casa ela olhava o céu e reparou que naquela segunda-feira, ele havia passado o dia todo nublado, se pela manhã não houve sol, à noite não estava havendo lua e mesmo assim não havia sinal de chuva...
A moça ligou o rádio para distrair-se durante o caminho para casa... De repente, seu telefone tocou. Era Letícia contando uma fofoca que aconteceu na faculdade no turno da noite. Margarida colocou o celular no viva-voz e baixou o rádio. Ela conseguia conversar com a amiga, ouvir as músicas que tocavam e prestar atenção no trânsito.
A jovem estava dirigindo tranquilamente quando começou a tocar uma música que a fazia lembrar de um antigo romance, no mesmo instante veio em sua mente sua imagem mais nova com um rapaz mais velho ao seu lado, eles estavam saindo de um local e atravessando a rua, ao chegarem ao outro lado havia uma cerca e uma área de capim alto, o casal andava de mãos dadas e conversavam animados, porém, notava-se constrangimento no semblante da adolescente, então eles passaram por uma parte da cerca que a madeira estava um pouco pra fora, enganchando em sua saia e fazendo a jovem quase tropeçar, o rapaz ao seu lado ria dela e não a ajudou a soltar-se da madeira, a adolescente conseguiu desenganchar sua saia da cerca e voltou para o lado do jovem, então, eles voltaram a conversar e chegaram numa parada de ônibus. Nesse momento Margarida viu o rapaz que ela estava pensando parado numa para de ônibus, assim como estava em sua mente; sua amiga Letícia ainda estava contando as fofocas e estava tão distraída que não percebeu que sua amiga estava calada. Margarida continuava dirigindo, mas, não conseguia mais prestar atenção no trânsito, na sua mente revezava a imagem do rapaz na parada e daquele garoto de suas lembranças, o rádio tocava outra música, mas, em seus pensamentos era como se repetisse o refrão da música que embalou aquele antigo romance. Margarida estava perturbada, agora ela via um farol e aquele casal antigo subindo no ônibus, Letícia fazia alguma pergunta, mas, ela não conseguia entender o sentido das palavras, o sinal fechou, mas, Margarida só conseguia enxergar a cumplicidade daquele casal e a imagem daquele rapaz na parada, ela lembrou que naquele dia havia sentado ao lado de janela e ele havia ficando do lado do corredor, eles conversavam sobre a vida e tiveram um início de discussão, ela desconversou para não brigarem, ele apontou para um clube cujo a tia dele frequentava, o sol havia a incandiado, Margarida via uma luz forte vindo em sua direção e pensava que era o sol de suas lembranças, Letícia repetia a mesma pergunta para Margarida e chamava pelo nome da amiga na tentativa de chamar sua atenção, Margarida a via mais jovem fechando os olhos devido a luz solar, a moça via uma luz aproximando-e cada vez mais rápido, nesse momento ela já havia ultrapassado o segundo sinal vermelho, de repente ela percebeu que a luz que via aproximar-se não a luz solar de suas lembranças, mas, o farol de um ônibus estudantil, entretanto, era tarde demais, o motorista do ônibus tentou desviar, mas, não conseguiu e o carro de Margarida bateu de frente com o ônibus.
Pelo celular, Letícia ouviu o barulho do acidente,chamou várias vezes pelo nome da amiga mas não houve resposta, Margarida estava desmaiada, um estudante do ônibus ligou para a ambulância e para o corpo de bombeiros, Letícia ainda tentava falar com a amiga mas, estava perturbada com o barulho de sirene aproximando-se, dois bombeiros aproximaram-se do carro e tentaram retirar Margarida pelo vidro dianteiro, completamente estraçalhado, um terceiro bombeiro procurava bolsa e documentos da moça quando ouviu uma voz, após uma procura rápida encontrou um celular um pouco danificado, mas, que ainda dava para conversar, ele perguntou com quem falava, se identificou, perguntou o que Letícia era da vítima e a informou que sua amiga havia sofrido um acidente.
Margarida continuava desacordada. Letícia ficou em estado de choque e desligou o celular, sem conseguir ouvir para que hospital estavam levando sua amiga. Os bombeiros colocaram Margarida na ambulância e a levaram para o hospital público mais próximo. Um dos enfermeiros vasculhava a bolsa da moça para achar documento e algum número de telefone para comunicar a família. Um transeunte ligou para rebocarem o carro da jovem. O enfermeiro tentava achar algo no celular da jovem, mas, a bateria deste acabou.
Sua vida estava tão rotineira que ela sentia-se como um robô, apesar de amar tudo que fazia... Enquanto voltava para casa ela olhava o céu e reparou que naquela segunda-feira, ele havia passado o dia todo nublado, se pela manhã não houve sol, à noite não estava havendo lua e mesmo assim não havia sinal de chuva...
A moça ligou o rádio para distrair-se durante o caminho para casa... De repente, seu telefone tocou. Era Letícia contando uma fofoca que aconteceu na faculdade no turno da noite. Margarida colocou o celular no viva-voz e baixou o rádio. Ela conseguia conversar com a amiga, ouvir as músicas que tocavam e prestar atenção no trânsito.
A jovem estava dirigindo tranquilamente quando começou a tocar uma música que a fazia lembrar de um antigo romance, no mesmo instante veio em sua mente sua imagem mais nova com um rapaz mais velho ao seu lado, eles estavam saindo de um local e atravessando a rua, ao chegarem ao outro lado havia uma cerca e uma área de capim alto, o casal andava de mãos dadas e conversavam animados, porém, notava-se constrangimento no semblante da adolescente, então eles passaram por uma parte da cerca que a madeira estava um pouco pra fora, enganchando em sua saia e fazendo a jovem quase tropeçar, o rapaz ao seu lado ria dela e não a ajudou a soltar-se da madeira, a adolescente conseguiu desenganchar sua saia da cerca e voltou para o lado do jovem, então, eles voltaram a conversar e chegaram numa parada de ônibus. Nesse momento Margarida viu o rapaz que ela estava pensando parado numa para de ônibus, assim como estava em sua mente; sua amiga Letícia ainda estava contando as fofocas e estava tão distraída que não percebeu que sua amiga estava calada. Margarida continuava dirigindo, mas, não conseguia mais prestar atenção no trânsito, na sua mente revezava a imagem do rapaz na parada e daquele garoto de suas lembranças, o rádio tocava outra música, mas, em seus pensamentos era como se repetisse o refrão da música que embalou aquele antigo romance. Margarida estava perturbada, agora ela via um farol e aquele casal antigo subindo no ônibus, Letícia fazia alguma pergunta, mas, ela não conseguia entender o sentido das palavras, o sinal fechou, mas, Margarida só conseguia enxergar a cumplicidade daquele casal e a imagem daquele rapaz na parada, ela lembrou que naquele dia havia sentado ao lado de janela e ele havia ficando do lado do corredor, eles conversavam sobre a vida e tiveram um início de discussão, ela desconversou para não brigarem, ele apontou para um clube cujo a tia dele frequentava, o sol havia a incandiado, Margarida via uma luz forte vindo em sua direção e pensava que era o sol de suas lembranças, Letícia repetia a mesma pergunta para Margarida e chamava pelo nome da amiga na tentativa de chamar sua atenção, Margarida a via mais jovem fechando os olhos devido a luz solar, a moça via uma luz aproximando-e cada vez mais rápido, nesse momento ela já havia ultrapassado o segundo sinal vermelho, de repente ela percebeu que a luz que via aproximar-se não a luz solar de suas lembranças, mas, o farol de um ônibus estudantil, entretanto, era tarde demais, o motorista do ônibus tentou desviar, mas, não conseguiu e o carro de Margarida bateu de frente com o ônibus.
Pelo celular, Letícia ouviu o barulho do acidente,chamou várias vezes pelo nome da amiga mas não houve resposta, Margarida estava desmaiada, um estudante do ônibus ligou para a ambulância e para o corpo de bombeiros, Letícia ainda tentava falar com a amiga mas, estava perturbada com o barulho de sirene aproximando-se, dois bombeiros aproximaram-se do carro e tentaram retirar Margarida pelo vidro dianteiro, completamente estraçalhado, um terceiro bombeiro procurava bolsa e documentos da moça quando ouviu uma voz, após uma procura rápida encontrou um celular um pouco danificado, mas, que ainda dava para conversar, ele perguntou com quem falava, se identificou, perguntou o que Letícia era da vítima e a informou que sua amiga havia sofrido um acidente.
Margarida continuava desacordada. Letícia ficou em estado de choque e desligou o celular, sem conseguir ouvir para que hospital estavam levando sua amiga. Os bombeiros colocaram Margarida na ambulância e a levaram para o hospital público mais próximo. Um dos enfermeiros vasculhava a bolsa da moça para achar documento e algum número de telefone para comunicar a família. Um transeunte ligou para rebocarem o carro da jovem. O enfermeiro tentava achar algo no celular da jovem, mas, a bateria deste acabou.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Castelo x Muralha
Uma vez eu escrevi aqui havia chegado numa fase da vida em que eu e eu
mesma seríamos uma ótima companhia, uma dupla dinâmica pra ser mais
exata... Passei dessa fase, quero me divorciar de mim, quero me separar
dessa rotina louca que eu me meti que eu não sinto prazer nenhum e que
mesmo assim eu não consigo fugir, quero deixar de ter medo, quero sair
da casca e poder voltar a amadurecer sem medo do sofrimento, quero poder
enfrentar meus medos de frente e destruir de uma vez por todas essa
redoma de vidro que eu mesma criei, quero voltar a me sentir gente,
quero voltar a achar que os meus problemas são os piores do mundo, quero
voltar a sentir, quero ter problemas... Tou precisando desesperadamente
voltar a realidade, necessitando que minha mente volte com urgência
dessa viagem espacial que ela realizou e se recusa a voltar, preciso ser
uma pessoa normal e não esse robô que eu mesma inventei e que agora não
sei mais desligar ou pior, não sei desprogramar a minha própria
criação... Quando o sofrimento me bateu na porta, eu criei um faz de
conta e me refugiei lá, o problema é que não dá pra viver no faz de
conta todo o momento, as pessoas precisam viver no mundo real, mas, a
porta do faz de conta pro mundo real fechou pra mim ou sou eu que não
consigo encontrá-la?... A fortaleza ao redor do castelo ainda resiste,
mas, até quando? Já vejo consequências do tempo, infiltração, rachaduras
e pequenos buracos, o problema é que a fortaleza foi criada para que o
castelo
fosse fortalecido e depois ela poderia ser destruída, entretanto, as
muralhas ficaram tão altas e tão imponentes que esqueceram que o castelo
era feito de barro... Na verdade quem poderia imaginar que por trás
daqueles fortes muros haveria paredes tão fragilizadas? Pois, é e agora o
castelo sofre por ter se protegido tanto... A fortaleza já não é tão
forte e o castelo continua incapaz de se proteger, de cuidar de si
mesmo, pois, foi covarde e achou que a muralha estaria ali sempre, em
todo os
momentos... Agora que a muralha mostra sinais de desgaste, o castelo
percebeu que é indefeso e não encontra uma saída pra evitar sua
destruição... Em outras palavras, estou me sentindo como esse castelo e
sinto que devo derrubar logo as muralhas antes que elas caiam por outros
motivos e destruam o castelo de uma vez, já que sei que caso elas caiam
agora, o castelo tem mais condições de se fortalecer enquanto perde
alguns pedaços, porém, não encontro forma de destruir a fortaleza que
criei para
mim...
domingo, 11 de maio de 2014
Bia...
Acabei de sair da sala médica, meu corpo não aguenta o peso dos meus
pensamentos e me sento na sala de espera, é inconcebível acreditar no
que acabara de ouvir, sinceramente, certas coisas parecem tão distantes
de nós, que acreditamos piamente que estas coisas só acontecem com os
outros e estamos imunes a isso. Fazia tempo que eu andava preocupada,
desligada, desanimada, apreenciva, ansiosa, insegura. Por algum motivo,
sempre evitei visitas médicas e hoje considero ter sido o meu maior
erro,
ter considerado tuodos os sinais dados pelo meu corpo como algo normal,
foi, sem dúvida alguma, primordial para eu ser protagonista daquela cena
lamentável no consultório. Tudo parece fazer mais sentido, ao mesmo
tempo que tudo reflete um castigo, de um pecado esquecido no passado.
Por qual motivo eu e não outra pessoa? Me vejo no lugar de todos aqueles
que já se fizeram essa pergunta, que já viveram esse momento. Se eu
pudesse voltar no tempo, não teria feito certas escolhas e
principalmente,
não teria sido tão negligente comigo mesma, com minha saúde, com meu
emocional. No momento que resolvi enfatizar uma parte da minha vida,
cometi o enorme erro de abandonar as outras e agora essa é a minha
sentença final, o medo de ir ao médico e descobrir algo ruim, me fez ir
ao médico e descobrir algo terrível, agora só espero que a minha
história se misture com a de milhões e tudo dê certo, e digo para mim
mesma: "Bia, você irá sair dessa, esse câncer não é maior que você.
Nunca se iluda,
mas, também nunca desista de lutar, não se entregue, você é capaz,
confio em ti."
sábado, 10 de maio de 2014
Hermana...
Hermana era uma garota feliz, apesar de tudo.
Naqueles últimos dias, ela estava ainda mais radiante. Suas amigas
queriam saber o que estava ocorrendo, mas, ela não contava. Um certo
dia, Hermana faltou a aula. Como assim, até doente ela dava presença? A
mãe da garota ligou para sua melhor amiga: "Querida, Hermana está perto
de você?." "Não, tia, ela tá no banheiro." Afinal de contas, amiga que é
amiga, não bota amiga em fria, né?! Terminou as aulas e
a mãe de Hermana ligou novamente. Sua amiga disse que ela tinha saído
rapidamente da escola. À noite, enquanto jantava em frente a televisão, a
garota vê a notícia: GAROTA DE 15 ANOS É MORTA POR PSICOPATA DA WEB. É, infelizmente, o nome da garota era Hermana.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Anícia...
Anícia estava no ponto do
ônibus fazia vinte minutos, ela não estava acostumada a esperar tanto
tempo pela condução, por isso tinha a impressão de ter passado duas
horas...
A cada minuto olhava para o relógio, ansiosa, nervosa, agoniada, se perguntando se criaria raízes naquele lugar...
"Ai, meu Deus, como sofrem os sem carros", resgungava mentalmente...
Estava mais desesperada, pois, observava todo mundo passando pelo mesmo martírio e sem reclamar... Todos conformados com o atraso do transporte...
Entretanto, Anícia, não tinha tempo para esperar, a vida urge e ela necessitava sair daquele local e seguir seu destino...
"Logo hoje! Se fosse amanhã, eu estaria despreocupada...", ela pensava enfurecidamente...
Vinte e cinco minutos...
Trinta minutos...
Trinta e cinco minutos...
Quarenta minutos...
Finalmente, vem o bendito ônibus, um leve sorriso brota em sua face e logo se desfaz quando percebe que não é seu motorista preferido, o que sonhava ser piloto de fórmula um e dirige como o próprio Ayrton Senna...
"Aff, motorista novo... vai errar o caminho, andar devagar, me atrasar mais...", sua mente resmungou...
Anícia estava mais ansiosa do que jamais esteve em toda a sua vida...
Durante a viagem não conseguiu olhar as flores, as árvores, nem procurar as manchetes dos jornais na banca, seu único pensamento era onde desceria...
A cada minuto olhava para o relógio, ansiosa, nervosa, agoniada, se perguntando se criaria raízes naquele lugar...
"Ai, meu Deus, como sofrem os sem carros", resgungava mentalmente...
Estava mais desesperada, pois, observava todo mundo passando pelo mesmo martírio e sem reclamar... Todos conformados com o atraso do transporte...
Entretanto, Anícia, não tinha tempo para esperar, a vida urge e ela necessitava sair daquele local e seguir seu destino...
"Logo hoje! Se fosse amanhã, eu estaria despreocupada...", ela pensava enfurecidamente...
Vinte e cinco minutos...
Trinta minutos...
Trinta e cinco minutos...
Quarenta minutos...
Finalmente, vem o bendito ônibus, um leve sorriso brota em sua face e logo se desfaz quando percebe que não é seu motorista preferido, o que sonhava ser piloto de fórmula um e dirige como o próprio Ayrton Senna...
"Aff, motorista novo... vai errar o caminho, andar devagar, me atrasar mais...", sua mente resmungou...
Anícia estava mais ansiosa do que jamais esteve em toda a sua vida...
Durante a viagem não conseguiu olhar as flores, as árvores, nem procurar as manchetes dos jornais na banca, seu único pensamento era onde desceria...
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Ronaldo e Anita
Ronaldo estava sentindo uma saudade incontrolável de sua doce Anita, então resolveu ler mais uma página de seu antigo diário.
"Faz tempo que ele me deixou, faz mais tempo do que eu gostaria que fizesse, afinal, tudo ainda é tão presente na minha vida... Não, não fecho os olhos e vejo o desenho do rosto, mas, vejo um borrão... Não dá pra elencar tudo meticulosamente como aconteceu, alguns detalhes não são mais lembrados, mas, os sentimentos ainda podem ser revisitados... Não, de jeito nenhum consigo entender o que foi tudo aquilo e muito menos o depois. O depois... O depois de sofrimento, o depois de dor, o depois de negação, o depois de esquecimento... Principalmente, esse depois, o depois que me fez acreditar que tudo tava curado, o depois que me fez pensar que tudo aquilo tava tão guardadinho na minha memória que não poderia ser evocado, o depois que durante muito tempo me fez não pensar, nem lembrar, na verdade... Mas, veio um outro depois que, de vez em quando, me faz ter uma saudade louca, um desejo de reviver, um quê de sofrimento, um medo. Me pergunto, como cheguei nesse outro depois, esse depois dolorido se o depois esquecido era tão melhor... Eu sei... Esse novo depois que tenho vivido tem um culpado... RONALDO... não sei como deixei ele fazer isso, não sei como permiti que ele me envolvesse, se no depois que eu vivia, simplesmente não havia espaço para esse tipo de questão... Mas, ele veio, me retirou daquele depois e me trouxe pra esse e pior, me deixou nesse depois e não me tira... Quero ir para um outro depois, quero um depois com ele, um depois de sentimentos libertos, um depois de cumplicidade, um depois de romantismo, um depois de vida... Sinceramente, não sei o que ele pensa, qual o motivo que o faz me deixar estagnada nesse depois, a razão que inibe qualquer atitude dele, que o faz inerte... Sendo assim, só me resta acreditar que sua ação foi sem querer, que essa mudança de depois foi inconsciente dele, ele não queria me tirar daquele depois e me trazer pra esse, ele nem pretende me levar para o depois que almejo, o papel dele pode ser só me chacoalhar e dizer: ACORDA, ANITA, TU TÁ VIVA... SAI LOGO DESSE DEPOIS E VEM CURTIR A VIDA!"
Quando Ronaldo terminou de ler esse relato, a folha estava molhada de lágrimas... Ele não podia ter idéia do sofrimento de sua amada... Na época, ele até achava que conseguia dimensionar tudo aquilo e que seus atos minuciosamente devagar era uma forma de respeitar o momento dela, quase como uma prova de amor... Infelizmente, ele só a tinha feito sofrer mais, ele se deu conta que tudo aquilo que quis evitar, ele potencializou... Então, entre lágrimas, como numa prece, ele fechou os olhos e enxergou o rosto de sua amada, aquele rosto lindo, aquele sorriso deslumbrante e baixou disse: ME PERDOA, MEU AMOR!
"Faz tempo que ele me deixou, faz mais tempo do que eu gostaria que fizesse, afinal, tudo ainda é tão presente na minha vida... Não, não fecho os olhos e vejo o desenho do rosto, mas, vejo um borrão... Não dá pra elencar tudo meticulosamente como aconteceu, alguns detalhes não são mais lembrados, mas, os sentimentos ainda podem ser revisitados... Não, de jeito nenhum consigo entender o que foi tudo aquilo e muito menos o depois. O depois... O depois de sofrimento, o depois de dor, o depois de negação, o depois de esquecimento... Principalmente, esse depois, o depois que me fez acreditar que tudo tava curado, o depois que me fez pensar que tudo aquilo tava tão guardadinho na minha memória que não poderia ser evocado, o depois que durante muito tempo me fez não pensar, nem lembrar, na verdade... Mas, veio um outro depois que, de vez em quando, me faz ter uma saudade louca, um desejo de reviver, um quê de sofrimento, um medo. Me pergunto, como cheguei nesse outro depois, esse depois dolorido se o depois esquecido era tão melhor... Eu sei... Esse novo depois que tenho vivido tem um culpado... RONALDO... não sei como deixei ele fazer isso, não sei como permiti que ele me envolvesse, se no depois que eu vivia, simplesmente não havia espaço para esse tipo de questão... Mas, ele veio, me retirou daquele depois e me trouxe pra esse e pior, me deixou nesse depois e não me tira... Quero ir para um outro depois, quero um depois com ele, um depois de sentimentos libertos, um depois de cumplicidade, um depois de romantismo, um depois de vida... Sinceramente, não sei o que ele pensa, qual o motivo que o faz me deixar estagnada nesse depois, a razão que inibe qualquer atitude dele, que o faz inerte... Sendo assim, só me resta acreditar que sua ação foi sem querer, que essa mudança de depois foi inconsciente dele, ele não queria me tirar daquele depois e me trazer pra esse, ele nem pretende me levar para o depois que almejo, o papel dele pode ser só me chacoalhar e dizer: ACORDA, ANITA, TU TÁ VIVA... SAI LOGO DESSE DEPOIS E VEM CURTIR A VIDA!"
Quando Ronaldo terminou de ler esse relato, a folha estava molhada de lágrimas... Ele não podia ter idéia do sofrimento de sua amada... Na época, ele até achava que conseguia dimensionar tudo aquilo e que seus atos minuciosamente devagar era uma forma de respeitar o momento dela, quase como uma prova de amor... Infelizmente, ele só a tinha feito sofrer mais, ele se deu conta que tudo aquilo que quis evitar, ele potencializou... Então, entre lágrimas, como numa prece, ele fechou os olhos e enxergou o rosto de sua amada, aquele rosto lindo, aquele sorriso deslumbrante e baixou disse: ME PERDOA, MEU AMOR!
quarta-feira, 7 de maio de 2014
M...
M estava cansada, não era chatice, tpm,
depressão, era o bom e velho cansaço e só. Cansada de que? Cansada da
vida corrida, dos amigos cri-cris, da família complexa. Seu desejo nesse
momento? Pegar um avião, um foguete, um teletransporte e ir pra China,
Marte ou outra época. M não queria mais ser M, queria ser J, Z ou W. Ela
queria experimentar novas coisas, conhecer outras pessoas, ter outra
vida. M estava cansada de ser responsável, de estudar, de trabalhar, de
conversar, de ouvir as mesmas músicas, ler as mesmas histórias, pensar
nas mesmas coisas, M estava cansada de ser M e ponto.
terça-feira, 6 de maio de 2014
Dory...
Dory não era do tipo persistente, na verdade,
estava acostumada a conseguir as coisas de primeira. Se esforçava,
claro, mas, se não conseguisse seu objetivo ficava desestimulada e
pensava em desistir... Dory tentaria pela terceira vez alcançar seu
intuito, sem o otimismo e despreocupação da primeira tentativa, nos
momentos de cansaço e esforço só pensava que não conseguiria novamente,
até que uma frase de sua xará se infiltrou na sua mente e não quis mais
sair: "Continue a nadar. Continue a nadar" tornou-se o seu "don't give
up" "não desista" "persista" como a peixinha desmemoriada que fala
baleiês...
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Colombina x Pierrô
Recife, 18 de Fevereiro de 2012.
Em frente ao Forte das Cinco Pontas, as pessoas se concentravam para seguir o maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada, e entre palhaços, ciganas, lampiãos, diabinhas, anjinhos, gatinhas, homens da caverna, odaliscas e piratas, estava ela, a Colombina, entre tantas outras colombinas, aquela chamou a atenção do animado Pierrô.
Coincidência ou não, ele estava no ônibus, em direção do bloco, quando a viu andando pela rua com sua fantasia e falando ao celular. Como era linda...
E agora, em meio a quase três milhões de pessoas, a admirava, próximos e ao mesmo tempo tão distante. A bela Colombina sequer sabia de sua existência e entre tantas foliões, era improvável que trocassem qualquer palavra.
Os trios começaram a sair, as pessoas cantavam, pulavam, bebiam e dançavam, entre tanta diversão e um quê de violência, o Pierrô sonhava com a Colombina que a esta altura já tinha ido atrás de Almir Rouche, enquanto, seu admirador curtia o som de Elba Ramalho nos braços de uma fada muito linda, mas, que não possuía aquele brilho encantador da Colombina que cantava "Galo, eu te amo, sou apaixonada por você", entre beijos no Chapeleiro Louco, sem imaginar que o Pierrô enquanto beijava a Minnie imaginava que era ela.
Almir Rouche chegou na Rua do Sol e a Colombina ficou por lá, aos beijos com um batman aos pés do Galo Gigante.
Quando Elba Ramalho levou o Pierrô para perto da Ponte, a Colombina pulava e dançava com um índíozinho gaaaato e o Pierrô aconchegava em seus braços uma bela princesinha.
A música continuou, vieram outros trios, as pessoas começaram a se dispersar, o Galo chegava ao fim e o Pierrô foi para o Marco Zero, ver Lulu Santos e quem sabe cruzar com sua deusa Colombina.
E entre "todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite, bem no fundo todo o mundo quer zoar" e "eu não tou fazendo nada, você também, não faz mal bater um papo assim gostoso com alguém" com Lenine, Pedro Luís e a Pareda, o Pierrô despediu-se da folia e esperava um táxi para voltar para casa, quando seus olhos cruzaram com uma certa Colombina que bebia com uma mulher maravilha, uma marinheira, uma bailarina, uma policial e uma passista, no Bar 28.
Então, o Pierrô já trocando as pernas de tanta bebida alcoólica, resolveu ir para ao encontro daquela que entre algumas mulheres reinou em seu pensamento durante todo o dia de folia, porém, enquanto andava, veio um Arlequim de dentro do bar e a tomou no braços, dando-lhe um beijo de cinema, ao pobre Pierrô restou pegar o primeiro táxi vazio que passou e esperar que no outro dia de folia, tivesse a sorte de encontrá-la e os dois estivessem disponíveis...
Em frente ao Forte das Cinco Pontas, as pessoas se concentravam para seguir o maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada, e entre palhaços, ciganas, lampiãos, diabinhas, anjinhos, gatinhas, homens da caverna, odaliscas e piratas, estava ela, a Colombina, entre tantas outras colombinas, aquela chamou a atenção do animado Pierrô.
Coincidência ou não, ele estava no ônibus, em direção do bloco, quando a viu andando pela rua com sua fantasia e falando ao celular. Como era linda...
E agora, em meio a quase três milhões de pessoas, a admirava, próximos e ao mesmo tempo tão distante. A bela Colombina sequer sabia de sua existência e entre tantas foliões, era improvável que trocassem qualquer palavra.
Os trios começaram a sair, as pessoas cantavam, pulavam, bebiam e dançavam, entre tanta diversão e um quê de violência, o Pierrô sonhava com a Colombina que a esta altura já tinha ido atrás de Almir Rouche, enquanto, seu admirador curtia o som de Elba Ramalho nos braços de uma fada muito linda, mas, que não possuía aquele brilho encantador da Colombina que cantava "Galo, eu te amo, sou apaixonada por você", entre beijos no Chapeleiro Louco, sem imaginar que o Pierrô enquanto beijava a Minnie imaginava que era ela.
Almir Rouche chegou na Rua do Sol e a Colombina ficou por lá, aos beijos com um batman aos pés do Galo Gigante.
Quando Elba Ramalho levou o Pierrô para perto da Ponte, a Colombina pulava e dançava com um índíozinho gaaaato e o Pierrô aconchegava em seus braços uma bela princesinha.
A música continuou, vieram outros trios, as pessoas começaram a se dispersar, o Galo chegava ao fim e o Pierrô foi para o Marco Zero, ver Lulu Santos e quem sabe cruzar com sua deusa Colombina.
E entre "todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite, bem no fundo todo o mundo quer zoar" e "eu não tou fazendo nada, você também, não faz mal bater um papo assim gostoso com alguém" com Lenine, Pedro Luís e a Pareda, o Pierrô despediu-se da folia e esperava um táxi para voltar para casa, quando seus olhos cruzaram com uma certa Colombina que bebia com uma mulher maravilha, uma marinheira, uma bailarina, uma policial e uma passista, no Bar 28.
Então, o Pierrô já trocando as pernas de tanta bebida alcoólica, resolveu ir para ao encontro daquela que entre algumas mulheres reinou em seu pensamento durante todo o dia de folia, porém, enquanto andava, veio um Arlequim de dentro do bar e a tomou no braços, dando-lhe um beijo de cinema, ao pobre Pierrô restou pegar o primeiro táxi vazio que passou e esperar que no outro dia de folia, tivesse a sorte de encontrá-la e os dois estivessem disponíveis...
domingo, 4 de maio de 2014
Marisol...
Bem, existem
coisas fadadas ao fracasso e o meu relacionamento com Bernardo é a
síntese disso. Hoje tenho 24 anos e quando penso no assunto sofro como
há 08 anos. Só conto a partir do momento que nos encontramos, mas tudo
começou muito antes.
Apesar de nunca termos sido namorados, foi com ele que cheguei mais próximo de um namoro. Contava as horas para falar com ele na internet, falávamos por telefone, brigávamos e ele mandava torpedos fofos pedindo perdão e dizendo que não conseguiria ficar sem mim, ele sabia toda a minha rotina, meus medos, meus anseios, foi a ele que me mostrei por inteira, que revelei minha alma, sem defesas, sem disfarces. Com ele não havia insegurança ou vergonha, só uma certeza louca que não me permitia dizer não, uma inconsequência que bloqueava qualquer trabalho da minha consciência. Ele me ensinou a confiar em mim, a acreditar que eu era capaz de fazer alguém se interessar, que era muito bonita e que, principalmente, eu podia ser amada. Tudo o que ele me pedisse seria feito sem questionamento, aprendi a correr riscos, a sentir adrenalina, foi nesse momento que deixei definitivamente a infância.
Infelizmente, ao acordar do transe, naquele momento em que percebi que não importava o que eu fizesse ele me deixaria e mesmo sob os protestos de que era tudo neura da minha cabeça, foi nesse momento que o sonho se desfez, que me coração se partiu em pedaços incapazes de serem colados, que o mundo deixou de ser rosa pra ficar desbotado. Foi aí que eu medi as consequências dos meus atos, que eu senti vergonha, medo, que fui julgada e me julguei, como Eva no Paraíso foi nesse momento que percebi que estava nua e procurei me vestir antes de encontrar o Criador, pois havia acabado de comer a fruta proibida seduzida pela serpente e conseguido o conhecimento da vida, foi quando percebi que fui usada todo o tempo, que nunca houve sentimento, que não havia sido verdadeiramente amada, que não havia passado de um brinquedinho novo que logo seria trocada pela boneca antiga preferida. Foi aí que senti raiva, ódio da minha ingenuidade, da minha inocência, quando decidi que ninguém mais me faria de trouxa outra vez, que não havia pessoa no mundo que me fizesse derramar tantas lágrimas novamente, foi quando me questionei, argumentei, neguei, afirmei e sentenciei um trauma que carregaria pelo resto da vida.
Mesmo assim ele nunca me provocou sentimentos ruins, só uma saudade, a esperança de que voltaria, de que tudo não havia passado de um mal entendido. Mas o tempo passou e as expectativas foram frustradas, parei de o procurar em cada rosto, em cada boné vinho, parei de pensar nele. Consegui viver na minha clausura de forma natural, sem perguntar como tudo havia ficado daquele jeito, permiti a vida me levar e me fechei para os sentimentos, criei uma casca em mim que me protegeu por bastante tempo do mundo e, principalmente, daquele eu apresentada a mim através dele. Porém, como diria Cássia Eller "Deus é um cara gozador, adora brincadeira", o vi na rua e passei por novo redemoinho de emoções, sofri tudo novamente, revi um sentimento adormecido e naturalmente me questionei pela volta da paixão fulminante, pelo que havia me tornado, pelo sofrimento intrínseco e por ser inegável uma Marisol que divide sua história como antes e após ele.
Apesar de nunca termos sido namorados, foi com ele que cheguei mais próximo de um namoro. Contava as horas para falar com ele na internet, falávamos por telefone, brigávamos e ele mandava torpedos fofos pedindo perdão e dizendo que não conseguiria ficar sem mim, ele sabia toda a minha rotina, meus medos, meus anseios, foi a ele que me mostrei por inteira, que revelei minha alma, sem defesas, sem disfarces. Com ele não havia insegurança ou vergonha, só uma certeza louca que não me permitia dizer não, uma inconsequência que bloqueava qualquer trabalho da minha consciência. Ele me ensinou a confiar em mim, a acreditar que eu era capaz de fazer alguém se interessar, que era muito bonita e que, principalmente, eu podia ser amada. Tudo o que ele me pedisse seria feito sem questionamento, aprendi a correr riscos, a sentir adrenalina, foi nesse momento que deixei definitivamente a infância.
Infelizmente, ao acordar do transe, naquele momento em que percebi que não importava o que eu fizesse ele me deixaria e mesmo sob os protestos de que era tudo neura da minha cabeça, foi nesse momento que o sonho se desfez, que me coração se partiu em pedaços incapazes de serem colados, que o mundo deixou de ser rosa pra ficar desbotado. Foi aí que eu medi as consequências dos meus atos, que eu senti vergonha, medo, que fui julgada e me julguei, como Eva no Paraíso foi nesse momento que percebi que estava nua e procurei me vestir antes de encontrar o Criador, pois havia acabado de comer a fruta proibida seduzida pela serpente e conseguido o conhecimento da vida, foi quando percebi que fui usada todo o tempo, que nunca houve sentimento, que não havia sido verdadeiramente amada, que não havia passado de um brinquedinho novo que logo seria trocada pela boneca antiga preferida. Foi aí que senti raiva, ódio da minha ingenuidade, da minha inocência, quando decidi que ninguém mais me faria de trouxa outra vez, que não havia pessoa no mundo que me fizesse derramar tantas lágrimas novamente, foi quando me questionei, argumentei, neguei, afirmei e sentenciei um trauma que carregaria pelo resto da vida.
Mesmo assim ele nunca me provocou sentimentos ruins, só uma saudade, a esperança de que voltaria, de que tudo não havia passado de um mal entendido. Mas o tempo passou e as expectativas foram frustradas, parei de o procurar em cada rosto, em cada boné vinho, parei de pensar nele. Consegui viver na minha clausura de forma natural, sem perguntar como tudo havia ficado daquele jeito, permiti a vida me levar e me fechei para os sentimentos, criei uma casca em mim que me protegeu por bastante tempo do mundo e, principalmente, daquele eu apresentada a mim através dele. Porém, como diria Cássia Eller "Deus é um cara gozador, adora brincadeira", o vi na rua e passei por novo redemoinho de emoções, sofri tudo novamente, revi um sentimento adormecido e naturalmente me questionei pela volta da paixão fulminante, pelo que havia me tornado, pelo sofrimento intrínseco e por ser inegável uma Marisol que divide sua história como antes e após ele.
sábado, 3 de maio de 2014
Cabo de guerra
Quando entrou para o convento, acreditava que estaria a salvo das tentações da carne... Por
muito tempo esteve realmente, mas sempre que saia na rua pra fazer
caridade era um suplício, quase sempre passava por algum dos seus
antigos clientes... E se as freiras soubessem do seu passado? Sempre foi
dito que não importava o que houve antes de passar por aquele portão,
mas, o que se tornavas após ele... E mesmo sendo a mais fervorosa das
noviças, esquentava a cama com lágrimas ao sonhar com a vida
pregressa... Ela era diferente daquelas que trabalhavam na esquina do
convento, só atendia com hora marcada e geralmente os inexperientes...
Naquele dia, estava voltando do seu trabalho de caridade semanal quando
encontrou uma pessoa que lhe contratou pra um serviço sem se importar
com sua batina, primeiro, ela ficou indignada pela falta de respeito...
Voltou para o convento e foi pensar: se mesmo freira tinha recebido essa
proposta, era porque era seu destino ser daquela vida... Então,
resignada a abraçar o destino a que fora destinada, tirou a batina e na
hora marcada saiu do convento sem olhar pra trás ou para os lados, ao
atravessar a rua, sabia que atravessando aquela rua deixaria para trás
um vida abençoada e voltaria a vida de luxúria, mas, nascera para
aquilo, mesmo relutante por dentro tinha um semblante determinado, mas
ao chegar na metade exata da travessia um carro lhe tirou a vida, no momento derradeiro em que as suas duas vidas brigavam em cabo de guerra...
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Quem sou eu?
Eu sou adolescente com alma de criança...
- Já quis ser dentista, cozinheira, pediatra, professora, bailarina e advogada...
- Já quis ser power rangers, conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxa....
- Já fiz cosquinha no povo só pra arretar, já fiz a cama de mainha de piscina..
.- Já fiz cabaninha com os lençóis, enquanto estava na floresta cheia de jacarés...
- Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora, já passei trote por telefone...
- Já brinquei de verdade ou consequencia e ate já roubei beijo..
- Já tomei banho de chuva e acabei me viciando... - Já confundi sentimentos...
-Já peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido...
- Já raspei o fundo da panela de brigadeiro...
- Já chorei ouvindo música...
- Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer...
- Ja chorei por amor, já me arrependi...
- Já cai em todos os lugares imagináveis, já pensei em fugir de casa e me esconder na escola...
- Já fiz juras eternas, já escrevi em mesas da escola, já me tranquei no meu quarto e nao quis ver ninguem...
- Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só...
- Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já quis que mundo fosse todinho azul, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar...
- Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial...
- Já brinquei de casinha e de boneca, já aprontei muito barraco quando tava nervosa...
- Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar, já tentei curar um gato e acabou não sendo bem assim...
- Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim...
- Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade...
- Já virei a noite conversando com as amigas, já vi o Sol nascer na praia, já vi amigos partindo mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão....
- Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, que pra sempre serão guardados em baús lacrados... na memória e no coração..."
- Já quis ser dentista, cozinheira, pediatra, professora, bailarina e advogada...
- Já quis ser power rangers, conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxa....
- Já fiz cosquinha no povo só pra arretar, já fiz a cama de mainha de piscina..
.- Já fiz cabaninha com os lençóis, enquanto estava na floresta cheia de jacarés...
- Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora, já passei trote por telefone...
- Já brinquei de verdade ou consequencia e ate já roubei beijo..
- Já tomei banho de chuva e acabei me viciando... - Já confundi sentimentos...
-Já peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido...
- Já raspei o fundo da panela de brigadeiro...
- Já chorei ouvindo música...
- Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer...
- Ja chorei por amor, já me arrependi...
- Já cai em todos os lugares imagináveis, já pensei em fugir de casa e me esconder na escola...
- Já fiz juras eternas, já escrevi em mesas da escola, já me tranquei no meu quarto e nao quis ver ninguem...
- Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só...
- Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já quis que mundo fosse todinho azul, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar...
- Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial...
- Já brinquei de casinha e de boneca, já aprontei muito barraco quando tava nervosa...
- Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar, já tentei curar um gato e acabou não sendo bem assim...
- Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim...
- Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade...
- Já virei a noite conversando com as amigas, já vi o Sol nascer na praia, já vi amigos partindo mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão....
- Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, que pra sempre serão guardados em baús lacrados... na memória e no coração..."
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Mitsi e Terúbio...
Era
uma vez uma princesinha, chamada Mitsi, ela tinha muitos amigos, era
rodeada de muitas pessoas mais sempre pensava que podia conseguir algo
mais...E este pensamento nunca deixava Mitsi, até que um dia, ela que se
achava sempre muito esperta, conheceu um rapaz chamado Terúbio.
Terúbio era o tipo garoto tímido e ingênuo, mais, classificado como nerd. Mitsi era muito convencida sobre a sua beleza e sempre achava um jeito de conseguir o que queria, mesmo que fosse preciso pisar em algumas pessoas.
Como essa história se passa antes da era do msn, os dois se conheceram por correspondências para um revista; Terúbio ficou encantado com aquela menina educada e amiga, mas, todo mundo já ouviu falar que lobo se veste de cordeiro, porém, mesmo que alguns amigos de Terúbio falassem isso, ele se recusava a acreditar que aquele anjo de candura poderia ser uma típica mau-caráter, e não era, Mitsi era apenas uma menina ambiciosa que não concordava que precisava de outras pessoas, por isso, ela sempre manipulava quem estava ao seu redor, "usar as pessoas e amar as coisas" era o seu lema de vida.
Mitsi fazia de tudo para encontrar-se com Terúbio que por medo, sempre arranjava uma forma para fugir, até que Mitsi arranjou outra estratégia : se passar por outra pessoa. Então Mitsi se transformou em Adalgisa e continuou mostrando uma garota muito mais doce, muito mais amiga, que se tornava a cada dia mais encantadora.
Terúbio "enfeitiçado" marca com Adalgisa e ocorre um amor sexos, que para quem não conhece é exclusivamente o amor carnal, tornando o casal de "enamorados" com uma intimidade que muitos casais de anos, ainda não possuem; o rapaz hipnotizado por todo aquele mundo até um momento desconhecido,passa o tornar sua vida cada vez mais aberta para Adalgisa, que depois ele descobre ser Mitsi, enquanto a garota apenas o usa, brinca com ele, por achá-lo um tipo interessante para estudo.
E como Terúbio não conseguia negar nada para ela, a garota aproveita-se da situação como pode, até que um determinado momento, Terúbio impulsionado a desvirutar-se totalmente de seu caráter, consegue dizer "não" a um presente que Mitsi lhe pede, ela se faz de magoada, diz que ele não a ama mais e como o garoto se mostra ainda uma pessoa frágil aos seus caprichos, ela marca um encontro, o último, onde ele deveria provar que a amava de verdade, da forma que quisesse (uma chuva de flores cairia bem), então Terúbio vai ao encontro certo que vai então ficar com sua amada para sempre e ao chegar no local, assusta-se com um tiro certeiro em seu coração, que se aloja no fundo de sua alma e a última visão que ele vê antes de morrer é a de Mitsi sorrindo, enquanto ajoelha-se ao lado de seu corpo quase inerte e afirma: como você é idiota, o que lhe fez pensar que uma garota como eu, amaria alguém incapaz como você? eu posso muito mais!
E ele na última de suas forças, diz: eu um dia te amei, Mitsi...
"[Como diria o último capítulo do livro "The Number 23", do filme com o mesmo nome: "os nomes foram modificados para preservar as pessoas, assim como alguns fatos foram imaginados para confudir o leitor e não permitir que ela perceba que isso é um texto autobiográfico" (ou qualquer coisa do tipo)...
Agora as recomendações sobre o texto: ele não é um texto biográfico, os personagens foi inspirado em pessoas reais, mas, qualquer semelhança é mera coincidência...
Mil perdões se não era isso que você pretendia ler...]"
Terúbio era o tipo garoto tímido e ingênuo, mais, classificado como nerd. Mitsi era muito convencida sobre a sua beleza e sempre achava um jeito de conseguir o que queria, mesmo que fosse preciso pisar em algumas pessoas.
Como essa história se passa antes da era do msn, os dois se conheceram por correspondências para um revista; Terúbio ficou encantado com aquela menina educada e amiga, mas, todo mundo já ouviu falar que lobo se veste de cordeiro, porém, mesmo que alguns amigos de Terúbio falassem isso, ele se recusava a acreditar que aquele anjo de candura poderia ser uma típica mau-caráter, e não era, Mitsi era apenas uma menina ambiciosa que não concordava que precisava de outras pessoas, por isso, ela sempre manipulava quem estava ao seu redor, "usar as pessoas e amar as coisas" era o seu lema de vida.
Mitsi fazia de tudo para encontrar-se com Terúbio que por medo, sempre arranjava uma forma para fugir, até que Mitsi arranjou outra estratégia : se passar por outra pessoa. Então Mitsi se transformou em Adalgisa e continuou mostrando uma garota muito mais doce, muito mais amiga, que se tornava a cada dia mais encantadora.
Terúbio "enfeitiçado" marca com Adalgisa e ocorre um amor sexos, que para quem não conhece é exclusivamente o amor carnal, tornando o casal de "enamorados" com uma intimidade que muitos casais de anos, ainda não possuem; o rapaz hipnotizado por todo aquele mundo até um momento desconhecido,passa o tornar sua vida cada vez mais aberta para Adalgisa, que depois ele descobre ser Mitsi, enquanto a garota apenas o usa, brinca com ele, por achá-lo um tipo interessante para estudo.
E como Terúbio não conseguia negar nada para ela, a garota aproveita-se da situação como pode, até que um determinado momento, Terúbio impulsionado a desvirutar-se totalmente de seu caráter, consegue dizer "não" a um presente que Mitsi lhe pede, ela se faz de magoada, diz que ele não a ama mais e como o garoto se mostra ainda uma pessoa frágil aos seus caprichos, ela marca um encontro, o último, onde ele deveria provar que a amava de verdade, da forma que quisesse (uma chuva de flores cairia bem), então Terúbio vai ao encontro certo que vai então ficar com sua amada para sempre e ao chegar no local, assusta-se com um tiro certeiro em seu coração, que se aloja no fundo de sua alma e a última visão que ele vê antes de morrer é a de Mitsi sorrindo, enquanto ajoelha-se ao lado de seu corpo quase inerte e afirma: como você é idiota, o que lhe fez pensar que uma garota como eu, amaria alguém incapaz como você? eu posso muito mais!
E ele na última de suas forças, diz: eu um dia te amei, Mitsi...
"[Como diria o último capítulo do livro "The Number 23", do filme com o mesmo nome: "os nomes foram modificados para preservar as pessoas, assim como alguns fatos foram imaginados para confudir o leitor e não permitir que ela perceba que isso é um texto autobiográfico" (ou qualquer coisa do tipo)...
Agora as recomendações sobre o texto: ele não é um texto biográfico, os personagens foi inspirado em pessoas reais, mas, qualquer semelhança é mera coincidência...
Mil perdões se não era isso que você pretendia ler...]"
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