domingo, 29 de junho de 2014

Arraial...

Enquanto comia espetinho de frango e ouvia Geraldinho Lins, viu um matuto passar. Acompanhou-o com o olhar até o pátio das quadrilhas, mas, quando resolveu ir até lá foi interceptada por um turista charmosinho que pediu para lhe ensinar forró.
Dançou com o loirinho e resistia aos seus encantos, quando viu o matuto passar novamente. A dança estava tão boa que se deixou ficar. Quando o cantor deu uma parada. Largou o par e andou pelo local. Viu o matuto entrando na sala de reboco. Quando entrou, encontrou uma amiga que estava sumida. Na fofoca das novidades, perdeu o matuto de vista. Deixou a amiga e dançou aquele arrasta-pé maravilhoso com um amigo antigo.
Saiu da sala de reboco e foi comprar um milho assado. Comia o milho quando o viu o matuto indo para a parte de forró estilizado. Andou por entre as pessoas, seguindo-o ao longe.
O matuto sumiu novamente. Foi ver as quadrilhas e ficou admirando as roupas dos componentes. Prestou atenção no contexto e na história contada. O matuto passou em direção à saída. Deixou a quadrilha acabar e foi à procura de seu gato matuto. Viu ele dançar com uma matutinha. Então se deixou levar pelo Lampião da quadrilha que a chamou para dançar. No dois para lá e dois para cá, viu o matuto aproximar-se e afastar-se. Quando a matutinha saiu com o matuto, entregou-se aos beijos do Lampião. Dançou um pouco mais e quando começou a tocar xote, saiu para beber um suco. Viu o matuto sozinho andando perto das barracas.
Falou para a menina de uma barraca que ficaria em seu lugar para que ela descansasse. Quando o matuto passou em sua frente, falou "Matuto, essa barraca do beijo é só para você!".
O matuto olhou com desdém, respondeu que não gostava de mulheres assanhadas.
Ela ligou o foda-se, não era assanhada, tinha atitude e era dona de si.

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