Após ter alta, Margarida voltou para casa com seus pais e eles tentaram conversar com ela, mas, a jovem estava reclusa dentro de si, então, preferiram deixá-la descansar.
Maragirda foi para seu quarto e durante quase um mês não quis ver ninguém, quase não saiu, pouco se alimentava, seus pais ouviam seu choro e se desesperavam por não poderem fazer nada.
Fernanda a visitava todos os dias, mas, ela não abria a parte, estava com vergonha de si.
Dois dias depois do acontecido, um rapaz comentou em sua rede social que tinha encontrado sua carteira com documentos, então Fernando pediu para encontrá-lo e foi buscar. Levou para sua noiva e ela não esboçou qualquer emoção.
Toda semana a psicóloga a visitava e tentava fazer com que a jovem contasse o que a deixou naquele estado para ajudá-la a tratar seu trauma, mas, tudo ainda era um mistério para a médica e familiares.
Quando Margarida se olhava no espeho, ela lembrava das palavras do delegado dizendo que aquilo era culpa sua, que ela o havia provocado, então começou a criar um nojo de si e virou para a parede o espelho. As roupas mais folgadas, as que escondiam seu corpo completamente eram as usadas, principalmente manga comprida.
Para amenizar a dor na mente, Margarida começou a buscar a dor física, logo, seus braços estavam cheios de pequenos cortes feitos com tesoura como forma de fuga de toda aquela dor.
Ninguém sabia mais o que fazer, a jovem não conseguia se recuperar e seus pais achavam que eram culpados por uma descoberta tão traumática.
Um dia, Anastácia foi visitá-la e Margarida não tinha trancado a porta, então, quando sua amiga entrou no quarto, viu a automutilação.
Ela saiu chorando, bem preocupada com sua amiga e cunhada e foi falar com os pais da jovem. Eles sem saber mais a que recorrer, os encontros com a psicóloga não pareciam fazer qualquer efeito, resolveram levá-la para um spa, onde ela descansaria longe de tudo e de todos.
Os encontros com a
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