Fernando se aproximou e viu Margarida agachada chorando atrás das pedras, ela estava toda molhada, com o rosto vermelho, os olhos inchados e soluçava sem parar.
A garota estava em estado de choque e não conseguia olhar para seu noivo e seu pai, eles tentaram abraçá-la, mas, ela não deixava ser tocada, apenas, os seguia para o calçadão.
Quando chegaram lá, perguntaram pelo carro e seu celular, Margarida entre lágrimas contou que havia sido roubada, e quando perguntaram se ela tinha ido na delegacia, seu choro aumentou consideravelmente.
Notando que acontecera algo extremamente sério com a jovem, o pai de Margarida a colocou dentro do carro e decidiu levá-la ao hospital.
Fernando foi seguindo o carro e ligou para sua irmã e sua sogra informando que a tinham achado e para onde estavam indo.
Quando chegaram no hospital, Margarida havia desmaiado, ela estava fraca, desidratada e faminta. Os médicos a colocaram no soro e perguntaram o que ocorrera, como não sabiam informar o que ocorrera nas 12 horas de desaparecimento, o médico chamou um psicólogoco para conversar com ela.
Fernando deixou sua noiva no hospital e foi delegacia próxima, informar sobre o roubo do carro e dos documentos.
Nesse meio tempo, a mãe de Margarida e Anastácia chegaram no hospital e tentaram conversar com a jovem, mas, Margarida estava em um silêncio mortal.
Todos esperavam na sala de espera pelo resultado dos exames e pelo psicólogo que tentava descobrir o que causara o trauma da garota.
Os pais de Margarida se culpavam por não terem conversado com ela antes e por permitirem que ela descobrisse sobre sua paternidade daquela maneira.
O médico informou que ela ficaria em observação e precisaria de um acompanhamento psicológico, já que estava visivelmente em choque e não falava qualquer coisa.
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