quinta-feira, 24 de julho de 2014

A briga e o Shopping...

Do primeiro andar do shopping, estava no meio de duas escadas rolantes. Pessoas desciam e subiam, enquanto esperava o tempo passar.
Não sei por qual motivo, mas, um rapaz chamou minha atenção. Moreno, usava boné e falava no celular. Parou um pouco perto de mim e ficou olhando para baixo, como se esperasse alguém.
Um tempo depois, entre as pessoas que subiam pela escada, surgiu uma garota. Gordinha, alta, veio na direção dele. Tudo muito normal, casais vivem se encontrando no shopping. Eles conversaram um pouco, ela questionava algo e ele negava, pensei: "começou a D.R".
Após alguns minutos, vejo uma garota sair entre as pessoas que estavam na escada rolante e se aproximar deles. O rapaz estava de costas para a nova garota e de frente para mim, a primeira moça não se assustou com a aproximação, parecia que conhecia e esperava aquela menina gordinha e baixa.
Ela falou, o menino a viu e ficou impassível. Eu não  entendia direito a conversa, mas, notava que a D.R. estava se acalorando.
Pouco tempo depois, chegou por outro lado do shopping, vindo de uma escada normal, duas garotas e um garoto que traziam papéis nas mãos. O rapaz não viu eles se aproximarem e quando viu o grupo e os papéis, ficou possesso. O rosto dele estava calmo, mas, o olhar era de raiva.
O garoto saiu de perto, foi para o lado oposto, olhou para baixo, como se esperasse que surgisse mais alguém.
As garotas foram atrás dele que se negava a falar com elas. A alta falava com ele, então seguiram para junto da baixinha.
Eles balançava a cabeça como se negasse algo, a baixinha tinha lágrimas nos olhos, a alta tentava acalmar os ânimos, mas, parecia, também, cobrar explicações.
Aquela cena estava ficando cada vez mais interessante. Quando as outras duas garotas e o garoto se aproximavam o rapaz saía. Ele só aceitava falar com a alta e poucas vezes parecia ouvir a baixinha.
Eu queria muito entender tudo o que estava acontecendo. Algo muito interessante ocorria e as pessoas passavam alheias a tudo. Eu só observei porque não estava fazendo nada, só estava fazendo hora. Estava doido para perguntar ou conseguir ouvir algo que revelasse o motivo de toda aquela história, afinal, a entrada de cada um deles parecia bem arquitetado. Uma briga acontecia com emoções à flor da pele e vozes baixas, sem gritos, sem se exaltar, tudo em um local público.

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