quinta-feira, 22 de maio de 2014

Hahn...

"Movendo-me, senti o volume de minhas ancas e tive consciência de que meu andar pesado, em meus quadris ondulosos, no tronco sem cintura, é possível descobrir, bastando para isto um pouco de maldade, semelhanças com Hahn. (...) Parece-me alada, animal translúcido, quase imaterial, mais alto do que todas as casas, não mais um morto, emblema agora do grande e do impossível, de tudo que é maior do que nós e que, embora acompanhemos algum tempo, raras vezes seguimos parar sempre." (Pentágono de Hahn - Osman Lins)
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Me sentindo uma verdadeira Hahn, daquelas que precisam chamar sempre a atenção pra serem benquistas, daquelas que se errarem algum passo levam vaia do público crítico, daquelas que precisam sempre fazer 100, porque se for 99 não presta...E nem venha me dizer que sou o exagero em pessoa, porque algumas vezes eu só queria que depois de uma hora tomando banho morno de porta trancada eu pudesse sumir pra sempre, eu necessito de algum poder especial que me tire dessa ilusão humana, dessa hipocrisia irritante que está ao nosso redor, dessa falsidade mascarada...Eu sei, em alguns momentos eu sou bem cruel e injusta, mas aquele que nunca errou que me atire a primeira pedra e que me persiga com o cântico a Hahn que tanto perseguiu outras pessoas e depois em momento de alegria perseguiu a Hahn verdadeira para poder voltar a perseguir uma Hahn falsa mais que tanto diverte os outros com seu jeito como a elefanta. Não nasci palhaça e nem tenho vocação pra isso, mas existem certas pessoas que acham que eu preciso constantemente sorrir pra ganhar um amendoim de bônus, mas se depois de tantas gracinhas pra platéia, eu jogar água ou lama em alguém com a minha tromba, todos vão me recriminar, todos vão apoiar que o domador me bata e ninguém vai sentir pena do pobre animal, apenas vão querer que o meu domador bata cada vez mais forte e se algum dia depois de tantas surras eu sentar em cima dele, serei crucificada como o leão que comeu o garoto porque estava com fome, mesmo a culpa sendo do dono do circo...Se algum dia eu tiver medo de alguma formiga serei considerada medrosa, mas, todo mundo esquece todos os dinossauros que eu já enfrentei ao longo da vida... Surgi com os dinossauros, eles se foram, eu fiquei, em meio a extinção eu modifiquei a situação e não fui modificada, apesar de ter minhas fragilidades, ainda sou a forte daqui...

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