Gosto muito de você. Gosto de conversar contigo. Gosto da tua risada. Gosto da sua forma insistente para nos encontrar. Gosto do fato de você gostar de mim.
Não, não quero me relacionar com você. Não quero ti iludir. Não quero que crie expectativas. Não quero que você crie esperanças.
No momento que a gente ficar você vai se apaixonar.
Por acaso, você me vê como uma tola? Você acha que eu sou tão carente assim que sou capaz de me apaixonar no primeiro beijo? Você acha que é tão espetacular que me fará enlouquecer de amor?
Não ti iludi. Conversas subentendidas. Encontros a sós.
Não me iludi. Mas gosto das coisas diretas. Sim ou não. Talvez é cruel. Não subentendido é talvez. Omissão é talvez.
Vários dias planejando o que falar. Contar para a amiga como vontade de fazer e rir. Treinar com a amiga o que seria dito. Nao se concentrar tomando coragem. Sabia a resposta.
Conversamos. Na minha cabeça ia e voltava o que queria dizer. Espere. Uma pergunta. Estou com vergonha. Preciso forçar minha boca a expressar as palavras mil vezes repetidas na mente.
Vomitar cada palavra. De uma vez por todas eliminar o talvez.
Não, nunca houve talvez. Tudo já tinha sido conversado.
Enquanto foi subentendido, não valeu. Quero ouvir todas as palavras. Quero sentir o som do "sim, sabia" e o "não, não quis".
Engoli outras palavras. Ti neguei a continuar o assunto. Comecei o assunto. Não tive coragem para ouvir a continuação.
Nada mais precisava ser dito. No fim das contas, eu só queria ouvir aquele NÃO.
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